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Uma 'diva' nos 70
 

Morre Donna Summer, rainha dodisc music e filhapródiga

Um câncer acabou com sua vida. Sua família a recorda como uma mulher de fé e o jornalista José de Segovia descreve sua experiência espiritual "como a do filho pródigo".
ESTADOS UNIDOS 19 DE MAIO DE 2012

Donna Summer faleceu nesta quinta-feira depois de uma batalha com o câncer.Summer, de 63 anos de idade, foi conhecida como a rainha da música disco, um gênero que teve seu auge na década de 1970. Estava casada com Bruce Sudano, produtor e cantor, e tinha três filhas e quatro netos.



A família de Donna Summer emitiu um comunicado anunciando o falecimento, descrevendo a ela como“uma mulher com muitos dons, mas o mais grande foi sua fé”. E agregava que “enquanto choramos sua morte, celebramos em paz sua extraordinária vida. As palavras realmente não podem expressar o muito que apreciamos suas orações e seu amor por nossa família neste delicado momento”.



Summer residia em Englewood, Flórida, com seu marido, Bruce Sudano. Sua dilatada carreira musical está salpicada de êxitos, entre eles cinco prêmios Grammy, e um legado de canções que se foram postergando ao longo do tempo em versões de outros artistas.



O jornalista José de Segovia, que teve o privilégio de entrevistá-la a princípios dos 80, conta a Protestante Digital que sua história pessoal, do êxito terrenal à perda de sentido e sua posterior conversão ao cristianismo, é um modelo similar ao do filho pródigo bíblico.



DO GOSPEL AO DISCO

Donna Andrea Gaines (seu verdadeiro nomee) nasceu nos subúrbios de Boston na véspera do ano novo de 1948.Sua família ia regularmente à igreja evangélica, e eram crentes comprometidos, algo que marcou sua vida. Desde pequena a animaram a esforçar-se e completar seus estudos, enquanto Donna descubria seu talento para cantar no coral da igreja e outras formações às que se uniu em sua adolescência.



“Como muitos músicos da época –conta José de Segovia- Summer vem da igreja ”vivendo a tensão lógica entre a febre do sábado à noitee uma herança de educação cristã dominical”. Donna dá um passo definitivo para sua carreira quando abandonou seu lar em Boston para desembarcar em Nova York. Com só 18 anos conseguiu um pequeno papel em um espetáculo de Broadway, que posteriormente lhe permitiu ir de gira pela Europa.



Pouco depois, no ano de 1972, contraiu matrimônio com o ator austríaco Helmuth Sommer, com o qual concebeu em 1973 uma filha chamada Mimi. Devido a problemas causados pelas frequêntes ausencias de seu marido, Donna se divorciou dele, mudando seu sobrenome alemão “Sommer” ao inglês “Summer”.



CANÇÕES POLÊMICAS

@MULT#IZQ#51306@O êxito como intérprete em solitário não tardou em chegar. Seria debaixo da produção do italiano Giorgio Moroder que gravou“Love to Love You Baby”, uma sensual canção -que por sua carga erótica foi rejeitada em muitas emissoras- que deu a conhecer a Summer nos círculos mais liberais. Pouco depois suas canções se convertiríam em um grande êxito nas pistas de baile.



É então –conta José de Segovia– quando se converte em uma figura mundialmente conhecida e “se lhe coloca o título de “rainha do funk”, como a figura de Tina Turner. Masa partir de 1979 sua vida mudou radicalmente depois de viver sua “reconversão” ao cristianismo.



UMA MUDANÇA RADICAL

Disse Segovia, que pode entrevistar a Summer pouco depois de sua conversão no ano de 1979. Ao terminar a década dos 70 muitos artistas vivem experiências similares. “Coincide com o ano em que Bob Dylan e outros músicos de primeira ordem se interessam por um cristianismo bíblico, e se ve um impacto tremendo com o final desta década e a absoluta desesperação desta generação que não encontra a saída”, mostra o jornalista.



Summer reflete este cambio radical com uma série de discos nos que busca uma expressão distinta e uma clara rejeição do anterior.Quanto a seu primeiro êxito,“Love to Love You Baby”, a cantora “não volta a interpretá-la porque ela o associava a uma vida passada”.



A experiência que cambiou a vida de Summer foi seu encontro pessoal com Jesus. “Foi um dos momentos em que teve consciência de Deus e de sua vontade de forma clara – explica José de Segovia -. Se deu conta que Deus queria que se dedicasse a Ele de uma forma clara, que se entregasse. Então teve um regresso a aquele que disse que havia conhecido aos 19 anos. Odescrevia como a experiência do filho pródigo. Foi uma re-conversão”.



AO ABRAÇO DO PAI

Esse mesmo ano,depois de sua particular experiência espiritual, Summer dá um vira volta à sua vida. Deixa as drogas, o álcool e o cigarro. Ela então “estava convencida de haver sido arrastada por Satanás, para levá-la longe de Deus. Teve uma clásica conversão evangélica, muito radical”.



Ainda naquele momento muitos duvidaram de sua conversão, sobre tudo por seu passado. “Nos 70 ela era uma grande estrela, uma figura que os cristãos olhavam com muita desconfiança. Era associada com a sexualidade e muitos duvidavam de sua conversão. Para mim – disse De Segovia - foi totalmente esclarecedor como havia sido transformada”.



LUTANDO ATÉ O FIM

Apesar de que o gênero disco sufreu um grande desgaste e muitos o rejeitaram com a chegada dos 80, Summer foi capaz de reciclar-se melhor que outras vozes populares de seu tempo e conseguiu êxitos também nas décadas posteriores.



Quanto a sua vida pessoal, teve altos e baixos e lutas com seu estado de ânimo ainda depois de sua conversão. “Summer ainda passou períodos graves de depressão e crises emocional. Era uma pessoa débil, com tendência à auto-destruição. Havia tocado o chão. Ea fé foi o que a salvou e resgatou até o final. Só na igreja e na fé pode sair adiante. Agora a luta contra o câncer na que se encontrava e causava desânimo, mais ainda reforçou mais na fé. É uma amostra de como Deus se mostra na debilidade das pessoas, de forma muito clara”, afirma José de Segovia.



Ainda que Donna Summer nunca destacou por gravar canções gospel, ao longo de sua carreira deixou excelentes interpretações de um gênero em que se criou. Entre elas se encontra uma emotiva “Riding Through The Storm”, clássico de Yolanda Adams, que cantou em 2009 pouco depois de perder a sua mãe e sua irmã. Antes de cantar, Summer expressa “algo importante que me ensinou minha mãe: não importa o que faças, não importa onde vai, sempre tenrás um amigo em Jesus. Por isso, ainda quando estás paralizado por dentro, clama a Ele”.
 

 


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