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O leão Cecil
 

Chora o mundo por um leão morto em Zimbabue, país onde morrem 39 mil crianças ao ano

O turismo move em Zimbabue 2.500 milhões de dólares. Seu presidente tem uma fiortuna de 100 milhões de euros. Matar ao leão custou 50.000 dólares. Com 30 euros um menino come todo o ano.

FONTES lainformacion.com 04 DE AGOSTO DE 2015 21:00 h
Zimbabue, león Cecil Una niña de Zimbabue, y el león Cecil

Zimbabue, tristemente famoso pela morte de seu simbólico leão Cecil, é um dos países mais pobres do mundo. Seu índice de Desenvolvimento Humano (IDH) foi o mais baixo do mundo em 2010, ainda que as guerras que têm assolado Oriente próximo e África nos últimos anos, tem provocado que atinja o posto 156 de 187 países.



É um país que possui carvão, minas do cromo, asbestos, ouro, níquel, cobre, vanadio, litio, ferro, platino e diamantes. Ainda, o turismo, principalmente centrado em safaris contribui mais de 50% do PIB do país, graças ao atrativo das cataratas Vitoria e seus numerosos parques nacionais.



Quase dois milhões de turistas no ano passado desfrutaram da beleza natural do país. Deles, uns 50.000 vão a diferentes caçadas, contribuindo ao país mais de 2.500 milhões de dólares em benefícios, entre hotéis, voos internos, restaurantes e entradas a parques.



A caça mais controlada é a do rinoceronte negro (sua população está diezmada devido à ação humana) e a do leão (uns 70 são caçados de forma legal a cada ano, segundo fontes oficiais), ainda que maioritariamente caçam-se pequenos herbívoros.



No entanto, apesar dos grandes rendimentos que contribui a caça a um país com um PIB de quase 14.000 milhões de euros, segue sendo um dos Estados que mais fomes e doenças prevenivel sofre.



 



NOVE em cada CEM CRIANÇAS MORRE A cada ANO



Com uma população de 14.599.000 pessoas, Zimbabue vê como 89 em cada mil crianças morrem ao ano. Isto é, 39.000 menores de 5 anos, segundo Unicef.



Estes dados não são de estranhar se se tem em conta que menos de 30% dispõe de tratamentos efetivos contra mosquitos que transmitem doenças como o paludismo e que mais de 60% tem problemas de desnutrição.



Ainda, apesar de que a maioria das crianças podem receber educação primária, só 50% dos adolescentes chegam a cursar a secundária.



José Luis Hernández, é um sacerdote missionário que tem vivido os últimos 30 anos em Zimbabue, perto da cidade de Bulawayo, ainda que já, por saúde, leva dois anos em Espanha. “É verdade que o país tem melhorado um pouco, mas a situação segue sendo dramática. Aqui as crianças morrem enquanto são pequenos porque não têm que comer, se alimentam com milho, no melhor dos casos. Muitos morrem durante o parto porque às mães são levadas em carrinhos de mão ao hospital, quando vão. Não há medicamentos, ainda que é verdadeiro que as ONG têm promovido a vacinação entre as crianças. Isso contrasta e indigna com o turismo de luxo que vem ao país. Com o que se gastam num dia, aqui pode comer uma família inteira em um ano. Vêm a ver animais, mas fecham os olhos ante a miséria humana. Com 30 euros, uma ONG dá de comer a uma criança durante quase um ano. Imagina com os 50.000 que se gastaram em matar ao leão. Mas isso parece que a gente não o vê”, explica.



UM PRESIDENTE MULTIMILIONÁRIO



Estes dados são mais alarmantes se comparado com a fortuna pessoal do ditador de Zimbabue, Robert Mugabe, estimada em mais de 100 milhões de dólares. A má gestão econômica e o desperdício tem provocado que o país esteja assolado por uma profunda inflação.



Toda esta situação tem provocado que Unicef lance um programa de ajuda social para o país no que tentar-se-á ajudar a 50.000 famílias que vivem na absoluta miséria lhes dando uma pequena paga de forma direta.



“Com que a gente que vem de safari se conscientizasse da situação e doasse o que gasta num só dia, arranjar-se-iam muitas coisas. Indigna-me que a imprensa se tenha enchido de imagens de um leão, mas fecha os olhos diante de outra realidade. Não existe essa indignação ante a morte de crianças, parece que não preocupa. Nem sequer a comunidade internacional mobilizou-se assim. Nem o próprio governo de Zimbabue tem tomado medidas especiais contra a mortalidade infantil como estão  fazendo pelo leão. Está mau matar animais como esses, mas a vida de um leão não vale o que uma vida humana. E menos o que 39.000”, conclui.


 

 


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