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Congresso Liberdade religiosa
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“A cruz causa um ódio especial aos yihadistas”

Edward Awabdeh, presidente da Aliança Cristã Evangélica em Síria e Líbano, esteve presente ao Congresso “Todos somos Nazarenos”.

FONTES Hazteoir MADRID 21 DE ABRIL DE 2015 17:20 h
Edward Awabdeh durante sua conferência no congresso / Hazteoir

Este  fim de semana passado celebrou-se em Madri o Congresso sobre liberdade religiosa “Todos somos nazarenos”, organizado pela associação HazteOir, a plataforma mundial CitizenGO, e Maslibres.org.



No Congresso deram-se algumas representações importantes das vítimas da yihad islâmica, provenientes de Síria, Iraque, Líbano, Paquistão, Egito, Nigéria e Reino Unido.



Tal e como comentou Ignacio Arsuaga, presidente de HazteOir, na abertura do Congresso: “em Ocidente às vezes parece que não somos suficientemente conscientes do perigo da yihad”, por isso, o objetivo da reunião era dar “voz a essa realidade agora em Europa”.



Álvaro Zulueta, diretor executivo da plataforma mundial CitizenGO, que co-organiza o Congresso, reforçou também a importância de tomar consciência sobre “estas comunidades açoitadas pelo fanatismo, que vêem como em Ocidente uma e outra vez seu grito é ignorado". Por sua vez, Miguel Vidal, Diretor do Congresso e de Maslibres.org, afirmava que “a reação é necessária e urgente ante este genocídio do século XXI”.



 



PASTOR EDWARD AWABDESH



O mundo evangélico esteve representado no congresso pelo pastor e presidente da Aliança Cristã Evangélica em Síria e Líbano, Edward Awabdeh, que deu uma conferência titulada “Cristãos evangélicos em zonas yihadistas”.



 



Edward Awabdeh, pastor y presidente de la Alianza Cristiana Evangélica en Siria y Líbano

O pastor confessou que lhes tinha sido difícil dormir em Madri porque “não ouvimos disparos, não ouvimos explosões e não estão acostumados”. Ainda, agradeceu ter sido convidado ao Congresso que “faz realidade essa verdade bíblica de que os cristãos somos só um”.



Apesar de todos os problemas que vivem os cristãos em Síria e Líbano, Awabdeh assegurou que “não nos vamos submeter a esses poderes da escuridão yihadista”, e explicou que aos terroristas”a cruz lhes causa um ódio especial”.



O presidente da aliança síria manifestou sua confiança no plano de Deus: “Todas as circunstâncias estão baixo o poder de Deus, e já não temos que deixar nossas esperanças nos poderes públicos”.



“Podemos pôr todos os alicerces na autoridade de Jesus Cristo e oraremos sem nenhum tipo de desculpa, porque merece nossa oração, merece que lhe adoremos”, acrescentou.



Awabdeh contou a história de um jovem sírio de 18 anos que morreu por ser cristão, e pouco antes de seu falecimento se alegrava por poder dar depoimento em seu país, e lhe dizia: “É incrível poder estar em nosso país e que Deus nos preparou na história para poder defender os valores de Jesus Cristo. Estamos aí e somos abençoados por poder estar aí”.



 



Entre los asistentes al encuentro también se encontraban evangélicos como Ted Blake (Puertas Abiertas) y Susana Macías (Aesvida).



Procurando possíveis soluções ao problema dos cristãos perseguidos, o pastor disse que “a oração é algo no que podemos confiar”, e “a perda da vida na terra não é a pior catástrofe porque há uma vida eterna”.



Concluiu sua conferência advertindo que: “se escolhemos o Céu sobre a Terra compreenderemos no Céu que a Terra era só uma região do céu, mas se escolhemos a terra sobre o céu compreenderemos que a terra era só uma região do inferno”.



 



A FAMILA DE ASIS BIBI



Ashiq Mashiq, o marido da cristã Ásia Bibi, e sua filha pequena Eissam de 15 anos, também interviram no Congresso. Eisham explicou que leva uma cruz no pescoço porque “é como nossa identidade, nossa nacionalidade. Somos cristãos, por isso a levo”.



“Vou dedicar minha vida, tal e como tem feito minha mãe, a seguir a fé. Ela é muito boa mãe e está firme em Cristo”, manifestou a filha de Ásia Bibi.



Sobre a possível libertação de sua mulher, Ashiq Mashiq explicou que “depois de duas resoluções injustas para minha esposa, há uma última possibilidade de justiça para ela, a Corte Suprema admite nosso recurso”. “Eu sigo tendo minha esperança posta em Jesus Cristo Todopoderoso, espero que seja liberta”, acrescentou.



 



Eissam, hija de Asia Bibi / Hazteoir



Se chega essa liberdade, a família só disporia de três dias para pôr num lugar seguro. Isso implica deixar o país. “Somos paquistaneses e não queremos deixar nosso país, temos a esperança de que tudo mudará algum dia”.



 



PERSEGUIDOS POR SUA FÉ



Representantes de diferentes religiões, todos perseguidos por culpa de sua fé , deram depoimento no Congresso, contando suas experiências pessoais, ou as de seus seres queridos, alguns deles, mortos por defender aquilo que criam.



Este último é o caso dos pais da cooperante estado-unidense Kayla Mueller falecida em Síria durante seu sequestro por Estado Islâmico, que compartilharam com os presentes como sua filha lhes dizia que, apesar das dificuldades, estava “num lugar no que todo o sentido o põe o Criador, e com vossas orações me sinto nas mãos de Deus. Ele nos liberta de todas as prisões”.



Youssef III Younan, Patriarca de Antioquía, fez uma revisão das situações conflitivas que se desencadearam nos últimos anos no Oriente Próximo e explicou como “os cristãos se converteram num alvo muito fácil para os ataques do islamismo”, por isso, “é melhor uma ditadura na que se cumpre a lei, que um sistema totalitario islamista”.



 



El manifiesto de la Conferencia / Hazteoir



Por sua vez, Monsenhor. Angaelos, bispo geral da Igreja Ortodoxa Copta, assegurou que “2000 anos após que Jesus Cristo e seus discípulos andassem por estes territórios, nossos irmãos estão a sofrer no mesmo solo”, mas “a verdade libertar-nos-á”, acrescentou.



Golpeada sua família pela guerra e o yihadismo, Mireille Ao Farah vive em Espanha sem poder regressar a Síria, desde que estourou primavera árabe. Mesmo assim, nunca tem renunciado a sua fé: “quando abraçamos nossa fé a apanhamos completa, sabemos que implica assumir a perseguição, mas aprendemos a lutar. Eu sempre levo a cruz. Ser cristãos é algo que nos dá força”.



Por último, Joseph Fadelle, um antigo muçulmano que se converteu ao cristianismo, e por isso leva fugindo anos com sua mulher e seus quatro filhos, quis diferenciar entre a religião e as pessoas: “O Islã é mau e perigoso, mas os muçulmanos são nossos irmãos em Cristo e somos responsáveis por eles, de sua salvação”.


 

 


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