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Experimento pioneiro
 

Falar de si mesmo ativa os mesmos circuitos cerebrais que o sexo ou a comida

Comunicar experiências próprias ativa os mesmos circuitos de gratificação que o sexo e a comida, segundo uma investigação da Universidade de Harvard.
ESTADOS UNIDOS 26 DE MAIO DE 2012

Falar de si mesmo é sumamente gratificante, a tal ponto que entre 30% e 40% do que se fala e informa a outras pessoas -porcentage que chega a mais de 80% em redes sociais como Twitter- se centra nas próprias experiências subjetivas. Assim consta no informe de uma investigação da Universidade de Harvard, publicada na revista Proceedings da Academia Nacional de Ciências de EE.UU., onde os autores apresentaram seus resultados.



Os psicólogos de Harvard comprovaram que além de falar de si mesmo ativa os mesmos circuitos de gratificação no cérebro que o sexo e a comida. “Esta propensão a compartilhar as experiências próprias se manifesta já em crianças de nove meses, que tentam chamar a atenção dos adultos sobre o que lhes parece importante”, expressam.



O EXPERIMENTO

Para compreender este gosto tão humano a comunicar as experiências próprias a outras pessoas, os investigadores Diana Tamir e Jason Mitchell projetaram uma série de experimentos para os que reclutaram a mais de 200 voluntários. Em uma primeira fase, se registrou a atividad cerebral dos voluntários com ressonância magnética, comparando que ocorria em seu cérebro quando pensavam em suas próprias crenças, opiniões e características de personalidade e quando pensavam nos de outras pessoas.



Os resultados demostraram que, ao pensar neles mesmos, se ativaram o núcleo accumbens e a área tegmental ventral no centro do cérebro. Estas mesmas áreas se ativam diante estímulos gratificantes como o sexo e a comida. Ao pensar nos demais, ao contrário, a atividade nestas áreas do cérebro é baixa.



FALAR COM PRAZER

Em um segundo experimento, Tamir e Mitchell pediram a outro grupo de voluntários que viessem acompanhados –por exemplo, com parceira/o ou com um amigo–. Diante de algumas perguntas, disseram que o acompanhante ouviría suas respostas. Entre outras, ninguém as ouviria. De novo se registrou sua atividade cerebral durante o experimento. E de novo se observou que falar de si mesmos resultava mais gratificante que falar de outras questões.



Mas, a grande novidade deste segundo experimento foi que, quando o voluntário sabia que seu acompanhante ouviria a resposta, a atividade do núcleo accumbens e a área tegmental ventral se disparava. Ao contrário, quando ninguém ia escutar a resposta, a atividade nestas áreas não aumentava. “O valor de falar de si mesmo tem duas orígens independentes: a introspecção e a comunicação de informação a outras pessoas”, escrevem os investigadores em Proceedings.



COMPORTAMENTOS COM RECOMPENSAS

Além de registrar a atividade cerebral dos participantes na investigação, Tamir e Mitchell desenharam uma segunda série de experimentos para avaliar sua conduta. Foi proposto um jogo em que podiam responder as perguntas sobre si mesmos, sobre outras pessoas ou sobre acontecimentos. E recebiam uma quantidade de dinheiro segundo a pergunta que escolhiam em cada momento.



A estratégia de avaliar comportamentos com recompensas foi utilizada em investigações anteriores nas que se observou, por exemplo, que os macacos podem renunciar a um gole de zumo de frutas para ver a congêneres de alto estatus -algo assim como pagar para ver a Madonna-; o que os estudantes universitários estão dispostos a renunciar a dinheiro em troca de poder ver a pessoas atrativas do sexo oposto. Nesta ocasião, se observou que os voluntários elegiam as perguntas de um modo que os fazia perder 17% de seus salários em troca de poder falar de si mesmos. E, quando sabiam que seu acompanhante escutaria as respostas, renunciavam até 25% do prêmio.



OS BENEFÍCIOS

O prazer de falar de si mesmo é benéfico por vários motivos”, argumentam os psicólogos de Harvard. “Genera vínculos e alianças entre pessoas; ajuda a obter conhecimento sobre si mesmo; [...] multiplica o conhecimento que cada pessoa pode adquirir ao longo da vida”. E é útil para “a extrema sociabilidade de nossa espécie”.



Os dados apresentados por Tamir e Mirchell não esclarecem se esta propensão a falar de si mesmo é igual entre homens e mulheres ou se evolui com a idade. Nem explicam por que esta conduta varia tanto entre pessoas introvertidas e extrovertidas.



Mas os resultados demonstram que “os humanos estão tão dispostos a revelar informação sobre si mesmos porque resulta intrinsecamente gratificante”, concluem os investigadores em Proceedings. Ainda que esta idéia se havía proposto antes como hipótese, nunca até agora se havia demonstrado experimentalmente.



Claro que destes dados surgem várias perguntas Como por exemplo: o prazer de falar de si mesmo pode chegar a ser patológico? inclusive aditivo, como ocorre com a comida e o sexo?
 

 


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