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Filhos, educação, prêmio e castigo

Os experientes vêem o apanhar ou o ficar fechado como negativo; promove-se “tirar ao filho o que não se ganhou” e “premiar sabiamente como incentivo antes que o castigo”.

FONTES La Vanguardia 11 DE JULHO DE 2016 22:00 h
crianças brincando

Yamato Tanooka, de 7 anos, foi abandonado por seus pais num bosque de Japão como castigo. O menino viajava com sua família em carro e seu pai deteve o veículo no meio da estrada e obrigou-lhe a baixar-se. A intenção dos progenitores era dar uma lição a seu filho por seu mau comportamento. Deixá-lo um momento aí, para depois voltar e recolhê-lo. Mas quando regressaram ao lugar seu filho tinha desaparecido.



Passou seis días perdido no bosque. O castigo lhes foi das mãos.



Como ao casal de Madri, julgado faz uns dias, por golpear e fechar a sua filha, de 16 anos, em um trasteiro sem janelas por chegar tarde a casa depois de uma festa de aniversário. A mãe da menor tentou também lhe cortar o cabelo. Depois de passar dois dias fechada no trasteiro, transladaram-na a seu quarto, em cuja porta colocaram um cadeado. A garota lançou um papel pela janela pedindo ajuda e a adolescente foi libertada pela Polícia. Os pais enfrentam-se agora a uma petição de pena de seis anos de prisão.



São dois exemplos de castigos desproporcionados, que se passam no delito. Mas onde está o limite?, o castigo aos filhos é necessário?Deve ter-se em conta a idade do filho? Perguntas que seguro que se fazem muitos pais quando seus filhos se portam mau e querem emendar essas condutas.



Aplicar a medida correta e fazê-lo no momento oportuno não sempre é uma tarefa fácil. E mais numa sociedade, como a atual, com uma exagerada super proteção com os filhos.



 



CASTIGAR? COMO CASTIGAR?



Álvaro Bilbao, doutor em Psicologia, neuropsicólogo e autor de “O cérebro da criança explicado aos pais”, sustenta que “a neurociencia nos diz que os castigos são pouco eficazes”. Bilbao é consciente de que a muitos pais lhes pode chocar esta afirmação, mas faz questão de que numerosos estudos coincidem em que os filhos aprendem melhor a lição com outras técnicas, “como pôr limites ou reforçar as condutas positivas, que com um castigo”.



Coca, psicopedagogo familiar, Arantxa afirma, enquanto a ele, que “o limite esta na forma do castigo”. E adiciona: “não é proibido castigar. De fato, o castigo também existe impostos por leis que multam-te e sancionam na vida adulta se te comportas mau. De modo que,  o castigo eles podem ser a forma como maneira de sanção não é ele reprovável levando a cabo como ou a ação aplicada”.



Álvaro Bilbao aponta, ao respeito, que “todo o pai tem de ter em mente e muito claro que há outras opções para resolver os conflitos com os filhos e, se finalmente decide castigar, não pode ultrapassar certos limites como por exemplo a agressão física ou emocional.A dor emocional que pode supor insultar a um filho ou lhe humilhar pode ser bem mais duradouro que um castigo físico”, afirma.



Este neuropsicólogo aconselha “pôr normas claras em casa, explicar ao filho o comportamento que esperamos dele ou ela e reconhecer e fixar naquelas ocasiões nas que o menor teve um bom comportamento. Se centramos-nos só –continua Bilbao– em dizer ao filho o que não faz bem, seu comportamento possivelmente piore. Enquanto se fixamos-nos no positivo seu comportamento tenderá a melhorar. O cérebro funciona assim”.



Se não fica mais remédio que castigar, Coca faz questão de que “o castigo correto é aquele que ensina algo, não unicamente reprime ou priva coisas”. E acrescenta que “deve servir para ensinar, não para obter obediência através do medo”.



A psicóloga infantil Silvia Álava coincide com Arantxa Coca ao afirmar que “o filho deve entender, quando se lhe castiga, que simplesmente não lhe permitimos que desfrute de algo que não se ganhou”.



E o castigo tem que estar ainda relacionado com a conduta que se quer sancionar. Se o conflito ocasiona-o o telefone móvel, a resposta tem estar relacionada com o uso desse aparelho. O erro é castigar essa ação com outra medida, como poderia ser não sair da habitação durante uma tarde, sem nenhuma relação com as normas sobre o uso do telefone. “De nada serve castigar tirando o telefone móvel se esse aparelho não tem relação direta com a falta cometida pelo menor”, insiste Arantxa Coca. A tendência de “vou castigar-te tirando-te o que mais gostas para que te doa” não ensina nada a de os filhos. “O único que se consegue –continua Coca– é ressentimento contra os pais”.



Um erro repetido entre muitos pais é o de aplicar os castigos fora de hora. A medida deve tomar-se de imediato e deixar claro que é por uma ação concreta. Estes experientes desaconselham, assim mesmo, a imposição de castigos por longos períodos ao entender que essa medida desvirtúa a finalidade educativa da resposta a uma conduta inapropiada.



Outra pergunta inevitável é se antes, quando ninguém se escandalizava por uma bofetada dada no momento oportuno, se educava melhor. Álvaro Bilbao considera que agora “dedicamos mais esforços que gerações passadas em conseguir que nossos filhos se sintam queridos. No entanto –continua–, cometemos erros novos como colmar os desejos dos filhos pelo temor a que sintam frustração e isso provoca que nossos filhos entrem demasiado cedo na sociedade de consumo”. De modo que segundo Bilbao “a criação é hoje algo melhor, mas a educação um pouco pior”. Arantxa Coca opina, ao respeito, que faz umas décadas “os pais eram mais firmes no cumprimento de normas e à hora de marcar limites”. Ainda que considera que essa firmeza tinha uma parte negativa, “pois muitas vezes se conseguia com um tapa em casa ou a humilhação pública na escola”.



 



PREMIAR MELHOR QUE CASTIGAR



É melhor começar, portanto, uma política de prêmios que ter sempre preparada a lista de castigos?



Contesta Arantxa Coca: “Premiar é estimular, incentivar, provocar um efeito a um esforço, algo que também existe na vida adulta, com o qual é lógico que esteja também presente à vida da criança para reforçar suas motivações e, ainda mais importante, educar na cultura do esforço, isto último muito escasso nas novas gerações”.



Álvaro Bilbao revela que uma das chaves do sucesso na difícil tarefa de educar aos filhos é não confundir reforço com prêmio.



“Reforço significa reconhecimento e chega após um bom comportamento, nunca como condição à ação correcta. Por exemplo, quando meu filho recolhe a mesa lhe digo que o fez muito bem”. O erro de muitos pais está em dizer aos filhos que se recolhem a mesa terão um prêmio. “É então quando os filhos interpretam que só têm que se portar bem se depois chega a recompensa”, acrescenta ­Bilbao.


 

 


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