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Perseguição extrema: #*WeAreN
 

Apontando aos cristãos iraquianos: ن

Pintadas das novas autoridades islamistas "marcam" as casas dos cristãos em Iraque. O símbolo '*Nun' converte-se em mensagem de denúncia em redes sociais.
MOSUL 27 DE JULHO DE 2014

Provavelmente tenha visto o símbolo árabe 'ن' recentemente em algum perfil de Facebook ou Twitter. É a forma na que cristãos de todo mundo estão a dar a conhecer a perseguição casa por casa que se vive nestes últimos meses nas zonas controladas pelo Estado Islâmico que ocupa parte de Síria e Iraque. 'ن' é o símbolo árabe para N’ e os islamistas usaram-no nos últimos dias para marcar os edifícios dos “*nazarenos” em Mossul, isto é, os poucos cristãos que ainda não têm fugido.



Um dos símbolos da tentativa de erradicação do *cristianismo em terras nas que os seguidores de Jesús têm existido desde faz 2.000 anos é uma pintada que foi aparecendo em dezenas de edifícios. Explicava-o Louis *Raphael *Sako, patriarca cristão de Iraque, numa *pregação escrita que se converteu em carta aberta, recolhida pela agência de notícias AFP, e que se dirigia “a todos os que têm uma consciência por Iraque”:



“Nos últimos dias, escreveu-se a letra ‘N’ em árabe (ن) na parede dos lares de cristãos, significando ‘*Nazara’: *nazareno ou cristão. (…) Não sabemos o que sucederá nos próximos dias, porque num estado islâmico a *Sharía é poderosa e tem sido interpretada no sentido de que emitir-se-ão novos documentos de identidade da população em base a sua *afiliação religiosa”.



A carta, escrita em 17 de julho, também explicava: “Inesperadamente vimos-nos surpreendidos pela *proclamação do estado islâmico e o anúncio chamando a todos os cristãos a converter ao islam ou pagar a ‘*jizyah’ (um imposto que devem pagar os não muçulmanos enquanto vivam em terras islâmicas). A única alternativa é abandonar a cidade e suas casas. (…) Ainda, segundo a lei islâmica, suas casas deixam de pertencer-lhes e são instantaneamente confiscadas como nova propriedade do Estado Islâmico”.


A nova ordem islamista anunciava num texto distribuído a toda a população na província iraquiana de *Nínive que a qualquer cristão que não se sujeitasse à nova lei “lhe espera a espada”, a morte. A mensagem foi difundida a todos os muçulmanos nas próprias mesquitas e se divulgou depois até chegar às casas de cristãos.



MOSUL: DE 100.000 CRISTÃOS A APENAS NENHUM

Faz 10 anos, Mosul (a segunda cidade mais importante de Iraque) tinha 100.000 cristãos. Segundo dados de *The *Guardian, depois da invasão *estadounidense e a posterior guerra, os números foram caindo até ficar só em 5.000, faz um mês, nos momentos prévios à chegada do *ISIS. Nestes momentos, estima-se que ficariam na região pouco mais de 200 cristãos. Dezenas de milhares têm fugido nos últimos meses, e algumas fontes apontavam faz um dias queMosul teria ficado praticamente sem um sozinho cristão,pela primeira vez desde que o evangelho chegasse a estas terras.



Portas Abertas explicava detalhes à tragédia: “Há informações que apontam a que os cristãos [que fogem] estão a ser parados nos pontos de controle militares por militantes [islamistas], que lhes confiscam dinheiro, jóias, móveis e inclusive medicinas. Uma fonte de *World *Watch [*informadores sobre perseguição religiosa] explicou-nos como uma família cristã de Mosul tratando de passar um controle militar foi forçada por militantes de *ISIS a sair de seu carro. Confiscaram-se-lhes seus bens e meteu-se-lhes em outro veículo, que foi conduzido a certa distância, desde onde se obrigou à família a seguir seu caminho de *fugida a pé”.



A 'ن' PARA *VISIBILIZAR O TERROR

Nos últimos dias, milhares de utentes em internet (não só cristãos) se puseram como foto de perfil o signo'ن', e assim se identificar também como ‘*nazarenos’. A marcação com o que se está a apontar publicamente aos cristãos no novo estado islamista recorda brutalmente à estrela de David com a que se marcou aos judeus durante o regime nazista, denunciam muitos.

Muitos cristãos em países de todo mundo (incluídos outros países de ampla maioria muçulmana) se estão identificando publicamente como *nazarenos, fazendo *viral sua denúncia com o lema #*WeAreN.
 

 


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