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Entrevista (Church of Scotland)
 

"Vejo bem que a Igreja da Escócia se divida em uma Igreja evangélica e outra liberal"

David Carmichael, reverendo conservador, explica como a nova aceitação de líderes com relações homossexuais põe em xeque à minoria evangélica.“Na Igreja da Escócia há ministros que deixarão sua congregação se é necessário”.
GLASGOW 22 DE JUNHO DE 2013

Faz menos de um mês, a Assembléia Geral da Church of Scotland (Igreja da Escócia) tomou uma decisão que marcará seu futuro. Com 340 votos a favor e 282 na contramão,se aprovou que ministros de culto de tendência homosexual possam viver em uniões civis com pessoas do mesmo sexo.



A aprovação da norma, que entrará em pleno vigor em 2015, mostra mais que nunca a divisão entre cristãos conservadores e liberais dentro da histórica denominação protestante da Escócia.



Para compreender melhor os envolvimentos desta decisão, Protestante Digital tem perguntado A David Carmichael, um reverendo da Church of Scotland, sobre o que pode passar doravante. O próprio Carmichael participou na polêmica assembléia no passado 20 de maio e faz parte do grupo evangélico que defendeu a postura bíblica diante da maioria liberal que defende adaptar a doutrina aos novos tempos.



O reverendo leva 31 anos liderando a igreja Abbeygreen, na população de Lesmahagow (uns 40 quilômetros ao sul da cidade de Glasgow). Trata-se de uma congregação variada com assistentes de todas as idades. Carmichael define-a como “uma família unida, liderada espiritualmente por uma ‘Kirk Session’ [órgão de liderança da igreja local] unanimamente evangélica e reformada”. No dia a dia de sua comunidade, enfatiza-se de forma especial a exposição bíblica, um enfoque nas Escrituras que o ministro prioriza também à hora de interpretar à polêmica atual.



O ministro, casado e com duas filhas, lidera uma associação de ministros inter-denominacional e uma organização missionária.



P. Antes que nada, nos explique como é sua igreja.



R. Sou ministro de Abbeygreen, que pertence à Church of Scotland [em adiante, neste artigo, Igreja da Escócia]. Esta comunidade formou-se em 1844 durante o telefonema ‘Disruption’, quando mais de 400 ministros deixaram a Igreja da Escócia pelo problema do Patrocinio: a noção de que o terra tenente (e não a gente do povo) tinha o direito de eleger o ministro de uma igreja local. Como resultado, se formou a Free Church of Scotland. Em 1929, muitas destas igrejas independentes voltaram à Igreja da Escócia. Pelos últimos 169 anos, Abbeygreen tem sido uma igreja evangélica e reformada.



P. Que porcentagem de cristãos na Escócia são membros da Igreja da Escócia?



R. Não tenho essa estatística. Mas a Igreja da Escócia assegura ter uma membresía de 250.000 pessoas. Isto é um 5% da população. No entanto, em um domingo qualquer nos encontramos menos de 3% realmente indo a uma igreja.



P. Viajou como representante à Assembléia Nacional da Igreja da Escócia em Edimburgo? Quem tem direito de voto aí?



R. Sim, fui um dos representantes na Assembléia Geral deste ano. Todos os presentes, ministros e idosos, têm direito a voto.



P. Quais foram seus primeiros pensamentos após que se aprovasse abrir a porta a que ministros ‘abertamete gays’ liderem igrejas?



R. Me entristeceu profundamente, mas não me chocou nem me surprendeu. A Igreja da Escócia está em grande parte nas mãos dos que se descreveriam a si mesmo como ‘cristãos liberais’. Em outras palavras, gente que opina, e me deixe ser direto com isto, que não sempre se pode confiar na Biblia como a luz à que seguir no mundo de hoje em dia. Segundo seu ponto de vista, a Biblia sofre baixo os condicionamentos dos tempos do Antigo e do Novo Testamento, de quando se escreveu. Por isso, crêem, deve ser reinterpretada, bastante freqüentemente pelo jeito, para que encaixe com as demandas do mundo. Assim, a igreja acaba consentindo o pecado em lugar do condenar.



Uma aproximação assim é totalmente escandaloso, deshonra a quem nos inspirou a verdade. Ele, Deus, é o que não engana, não muda de opinião e com toda clareza não contradiz sua própria Palavra nem anima a levar a contrária a suas estándares de justiça.



P. Com esta nova situação, que passará quando a norma se ponha em prática em 2015?



R. A Assembléia Geral votou por uma solução que esquiva o problema com a intenção de proteger a unidade da igreja. Por um lado decidiu declarar-se a si mesma ‘tradicional’, reconhecendo que a única relação sexual aceitável ante Deus é a que se dá entre um homem e uma mulher no casal. Mas ao mesmo tempo, se permitirá a qualquer igreja ter a um homem ou a uma mulher em uma união civil homossexual como ministro de culto. Como pode uma igreja se imaginar que uma decisão tão ilógica e antibiblíca é de alguma forma aceitável a um Deus todopoderoso, justo e santo? Um Deus que tem deixado abundantemente claro em sua Palavra acreditada que a prática homossexual é pecado e que será julgada.



Também não há nada bom em que o Presbiterianismo lhe dê a qualquer comunidade local o direito a fazer o que lhe apeteça, até o ponto de declarar bom o que Deus tem declarado que não o é. Se nada muda entre agora é o 2015, a Igreja da Escócia terá que começar a aceitar a formação teológica de homens e mulheres ministros que estejam em uniões civis homossexuais. Isto seguirá levando a um maior deterioro espiritual.



P. Que tem sucedido dentro da Igreja da Escócia nos últimos anos para chegar à situação atual, na que uma maioria recusa a interpretação histórica do que a Biblia diz sobre a prática ativa da homossexualidade?



R. Como já disse, a Igreja da Escócia está em grande parte nas mãos de ‘cristãos liberais’, que dominam a vida de nossa denominação. Têm o poder real e ainda que gostam de descrever a Igreja da Escócia como uma igreja ampla com espaço para todo tipo de pontos de vista que coexisten, a realidade é que tudo vai na linha de satisfazer a agenda liberal, isto é, a criação de uma igreja que agradará ao mundo refletindo os valores e caminhos deste.



Quando uma igreja se aparta de formas sutis (e não tão sutis) da autoridade e o ensino claro da Palavra de Deus ou joga o jogo de usar a linguagem de Sión enquanto lhe rouba seu verdadeiro significado, não nos deveria surpreender que acabe caindo neste tipo de caminhos pecaminosos. Pessoas com este enfoque eram a maioria na Assembléia Geral deste ano.



P. Crê então que o voto maioritário do “sim” é representativo do que pensam a maioria de cristãos na Escócia? Estão a maioria dos membros de comunidades da Igreja da Escócia de acordo com ser liderados espiritualmente por reverendos que praticam a homosexualidade?



R. Não estou seguro, não o creio. Quanto aos cristãos evangélicos, nem por um momento ocorre-se-me que entre eles tenha quem pensam que é apropriado ter a pessoas abertamente gays como ministros, servindo à causa de Cristo. E nem sequer penso que todos os cristãos mau chamados ‘liberais’ estão comprometidos com o apoio a um clero ativamente gay. Muitos, estou seguro, terão um instinto tradicional contra essa prática. Por outro lado, sim há claramente um número crescente de assistentes nas igrejas que tomam seu exemplo do mundo e das séries de televisão.



P. Há muitos evangélicos que não estão dispostos a mudar seu entendimento bíblico sobre a prática da homosexualidade. Então, que farão? Deixarão a Igreja da Escócia? Ou ocorre-se-lhe alguma outra solução?



R. A situação é mais complicada do que imagina. Indubitavelmente há evangélicos que a título individual deixarão a Igreja da Escócia e ninguém pode lhes culpar. Por outro lado há ministros evangélicos que estão servindo em ‘Kirk Sessions’ que estão divididas sobre este tema ou que de fato têm líderes com pontos de vista claros sobre a Escritura mas com uma membresía dividida quanto a este tema. Muitos destes líderes quisessem sair mas sentem uma responsabilidade pastoral para a gente à que têm servido, especialmente para os tenham podido levar à fé. Há que dizer que outros ministros evangélicos têm declarado que baixo nenhuma circunstância se proporão abandonar sua denominação.



Em outras palavras, os próprios ministros teologicamente evangélicos estão divididos quanto a que decisões tomar. Há os que estão dispostos a deixar atrás a sua gente, se é necessário, os que se marchariam mas levando a sua gente, os que querem marchar mas que ficarão pelo bem da comunidade; e por último há os que nunca se marchariam.



A mim, pessoalmente, me pareceria bem ver que a Igreja da Escócia se divide em duas igrejas: a evangélica e a liberal, a cada uma delas sendo responsável por seus próprios custos de manutenção e sua própria missão. Mas, tristemente, isso nunca passará.



P. Na prática se um reverendo decidisse deixar a Igreja da Escócia, que significaria à prática para sua comunidade?



R. Se a congregação não se fosse com ele, e o presbitério considerasse que a igreja é estratégica, se permitiria chamasse a um novo ministro. No entanto, encontrar a um novo ministro não é algo fácil, tendo em conta que já há 301 igrejas vagas na Igreja da Escócia, buscando desesperadamente a um ministro.



Em mudança, se um ministro marcha e a gente da comunidade decide seguir-lhe, então se meteriam em disputas legais com o presbitério local, e os representantes do ‘establishment’ farão todo o possível para que aqueles que desejam se marchar o façam sem os edifícios ou o dinheiro nas contas bancárias de sua igreja local.



P. Podemos dizer, então, que após esta votação o risco de fratura dentro da Igreja da Escócia é real?



R.- Alguns ministros já têm marchado e alguns poucos mais marcharão muito cedo. Algumas igrejas já têm saído da denominação, e algumas mais sairão cedo. Mas se falamos de uma fisura maior que resulte em centos de ministros evangélicos e igrejas marchando, não, tristemente não ache que vá passar.
 

 


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