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Liberdade religiosa no Norte da África
 

Marrocos, 'stop' a missionários cristãos desde 2010

O governo expulsou a missionários e cooperantes estrangeiros em março de 2010. A fronteira segue fechada para todos os que saíram então acusados de proselitismo, apesar de que as autoridades digam que garantem a “liberdade de culto”.
09 DE JUNHO DE 2013

Têm passado três anos da onda de expulsões que levou a que dezenas de missionários e cooperantes internacionais fossem obrigados a abandonar Marrocos, em um cruze de acusações de proselitismo que não em todos os casos foram capazes de justificar.



Depois de passar um tempo, a situação não tem variado um ápice, e aqueles aos que se lhes denegou a permissão para entrar no país seguem sem poder pisaro chão marroquino. O “delito” que cometeram foi o de compartilhar o evangelho com cidadãos marroquinos, aos que não se lhes permite abandonar o islã.



Porque em Marrocos produz-se uma evidente contradição. As mesmas autoridades que ordenaram as expulsiones se jactan de permitir a liberdade de culto. “É um dos princípios que não se muda do islã”, assegurou o ministro de Assuntos Islâmicos, Ahmed Tawfiq, ante o parlamento marroquino, em uma recente intervenção na que se lhe qüestionava uma opinião emitida pelo Conselho Superior de Ulemas.



A fatwa gerou uma grave polêmica no país, já que este organismo – máximo intérprete do islã para o governo – pedia aplicar a pena capital para os que apostatassem do islã. Tawfiq de fato não negou que o Conselho tenha emitido essa opinião, mas foi prudente ao referir à liberdade de culto” e não à liberdade de consciência, um matiz importante, pois conquanto a prática do cristianismo ou o judaísmo e de outras religiões não estão proibidas em Marrocos, está penado a mudança de religião, bem como se proíbe a expressão pública do ateísmo.



AS DUAS CARAS DE MARROCOS

Apesar das declarações do ministro, fontes próximas a missões cristãs em Marrocos, consultadas por Protestante Digital, explicam quea fatwa do Conselho Superior de Ulemas não supõe uma “novidade” à situação atual dos cristãos neste ou outro país islâmico.



“Sim há liberdade de culto sobre o papel, mas a aplicação disso se limita aos estrangeiros que já são cristãos. O islã em geral olha muito mau a qualquer que abandone a fé de Mahoma. Sempre tem sido assim”, agrega esta fonte. É por isso que em 2010 foram expulsos dezenas de missionários do país, a maioria dos quais ainda seguem tendo proibido o acesso a território marroquino.



Outro missionário, que esteve 25 anos em Marrocos, explica assim a situação. “A grande e eterna tensão em Marrocos é que se quer apresentar para fora como uma sociedade moderna, tolerante, aberta, respeitosa dos direitos individuais... Mas ao mesmo tempo para dentro como respeitosa das tradições e a religião (base da autoridade da monarquia e quase todos os governantes islâmicos) a qual historicamente sempre tem visto a morte como a pena que deve figurar (ainda que depois dificilmente se chegue a executar de forma oficial) para quem apostate do islã”.


ESPERANÇA DE MUDANÇA

Já em 1924 Samuel Marinus Zwemer, conhecido como 'o missionário do islã', escrevia sobre esta contradição no livro 'A lei da apostasía no islã': “Hoje lemos sobre novos governos, sobre liberdade, e a promessa de igualdade para as minorias baixo as normas muçulmanas, e os jornais dizem que uma nova era vem no próximo Oriente. Desenvolvimento intelectual, constituições, parlamentos e promessas. Mas é o novo islã mais tolerante que o velho? Serão respeitadas as vidas e propriedades dos conversos, bem como seus direitos?”, perguntava-se o missionario.


A resposta de Zwemer era então pessimista. “Uma e outra vez a pressão da Europa, junto à iniciativa de uns poucos nacionais, tenta assegurar a igualdade da lei para todas as religiões e raças. Mas a cada tentativa supõe um novo falhanço. A razão é que a consciência e a fé dos muçulmanos está unida ao Alcorão e às tradições. A civilização não pode erradicar convicções tão profundas”.



Talvez, só talvez, possa estar por chegar uma era diferente. Um cristão marroquino – ao que chamaremos Mohamed – contou a Protestante Digital que ainda agora há esperança. Ainda que no governo há uma facção islâmica poderosa que tem aumentado sua pressão sobre os cristãos, a sociedade civil está se movendo mais que nunca, pedindo uma verdadeira mudança. “Só lhes peço – diz Mohamed - que oremos juntos, para que no meio destas mudanças chegue a se dar a liberdade religiosa em nosso país”.
 

 


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