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Ataques violentos na Nigéria ameaçam a unidade do país

Na semana passada umas 25 pessoas morreram em um atentado em uma estação de ônibus em Kano, no bairro cristão desta cidade do norte. Muçulmanos moderados e cristãos unem-se na denúncia dos grupos violentos.
NIGÉRIA 25 DE MARçO DE 2013

A tensão e insegurança têm aumentado nas últimas semanas na Nigéria, depois dos primeiros dois meses do ano de relativa calma. Um atentado com carro bomba acabou com a vida de 25 pessoas e deixou a uns 60 feridos no bairro cristão de Kano, na região de Sabon Gari, sendo esta uma das cidades maiores da região norte do país, de maioria muçulmana.



A estação de ônibus utilizam-na principalmente passageiros que viajam ao sul do país, maioritariamente cristão. Cinco ônibus foram destruídos, e um deles estava cheio de pessoas.



Ainda que nenhum grupo atribuiu-se a responsabilidade do ataque, as similitudes apontam ao grupo islamista Boko Haram. Desde diferentes meios sociais, políticos e religiosos está-se insistindo ao governo federal que tome medidas “urgentes” para evitar a escalada de violência no país.



A Associação Cristã da Nigéria (CAN) e seu principal contraparte muçulmana Jama'atu Nasril Islã, JNI (Sociedade para a Vitória do Islã) expressaram sua profunda preocupação. O presidente do JNI, o sultão de Sokoto, é o líder espiritual de 70 milhões de muçulmanos da Nigéria e tem um enorme poder e influência.



Desde ambos estamentos se faz qüestão de que está ameaçada a unidade da Nigéria, se tais ataques continuam.



LUTO E DENÚNCIAS

Na terça-feira passada foi dia de luto, jejum e oração pelas vítimas no meio dos temores de denúncias de ataques de represália contra a comunidade Hausa do norte que vivem no sudeste do país.



O pastor Ayo Oritsejafor, presidente do CAN, condenou “o ataque bárbaro que terminou com a vida de nigerianos inocentes” e pediu ao governo federal que apoie o apelo da associação cristã para considerar a Boko Haram como uma organização terrorista estrangeira.



“O governo federal deve atuar de enlace com a comunidade internacional e obter seus conhecimentos com o fim de fazer frente aos atos terroristas”, expressou.



“O governo federal não pode seguir condenando estes atos atrozes dos inimigos da unidade e agentes da morte sem processar aos que já estão detentos. Isto não faz sentido em modo algum. O governo federal deve fazer o correto por processar aos que já estão em sua rede com historial comprovado de cumplicidade”, disse o pastor.
 

 


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