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Violência em Nigéria
 

Boko Haram rompe seu alto o fogo com os cristãos como objetivo

O movimento islâmico radical continua ameaçando a vida dos cristãos em seu desejo de impôr a sharia em todo o país.
WASHINGTON 21 DE MARçO DE 2013

A situação para os cristãos da Nigéria, principalmente no norte e no centro do país, segue sendo problemática, depois da ruptura do alto o fogo de Boko Haram contra o governo de Goodluck Jonathan, um conflito no que as comunidades cristãs são as principais vítimas.



Boko Haram, um movimento islâmico radical, expressou sua intenção de continuar sua campanha de violência para desestabilizar ao governo liderado por Goodluck Jonathan e assim converter à nação em um estado islâmico baixo a Sharia.



Em fevereiro, oito membros de uma Igreja dos Irmãos (Ekklesiyar Yan'uwa Nigéria, ou EYN) morreram em Mubi, no nordeste da Nigéria, em um ataque supostamente realizado por Boko Haram. Durante esse mês umas 15 pessoas morreram em ataques similares e ainda foi queimada uma igreja, o despacho de um pastor e várias casas, propriedade de cristãos.



Nos últimos meses os ataques contra os cristãos e igrejas não se detiveram apesar da trégua. Na véspera de natal em 2012, por terceiro ano consecutivo, teve ataques contra igrejas e cristãos em vários pontos do norte e centro do país.



Após a onda de atentados do dia de Natal, o presidente Goodluck Jonathan declarou o estado de emergência em quatro estados que se viram afetados pela violência atribuída a Boko Haram, em particular pelos atentados nos que morreram 49 pessoas depois da explosão de uma bomba em um templo católico.



INSEGURANÇA

A princípios de março, no povo de Kupwal, um grupo de homens que gritavam “Allahu Akbar (Alá é grande)”, degolaram a ao menos 10 pessoas em lares cristãos cuidadosamente selecionados, de acordo com relatórios dos sobreviventes.



De acordo com o Rastreador de Segurança da Nigéria (NST), um projeto de investigação para catalogar a violência política nigeriana, em outubro de 2012 ao menos 600 pessoas perderam a vida como conseqüência do terrorismo Boko Haram, os ataques de represálias, uma campanha militar indiscriminada e o crescente conflito comunal.



Em algumas zonas, como em Mubi, os ataques a cristãos têm chegado a ser tão comuns que estes temem sair de casa depois das oito da tarde. Também temem ir ao mercado ou à igreja, segundo conta o pastor Daniel Yumuna. “Os negócios de nossos membros de igreja têm colapsado porque enfrentam-se a ataques com regularidade. A vida em geral fez-se muito difícil aqui, não só para nossos membros de igreja, senão para todos os demais cristãos nesta parte do país”, explicou.



CORRUPÇÃO E VIOLÊNCIA

Boko Haram comprometeu-se a erradicar o cristianismo do país. Ainda que alguns detectam por trás de sua violência uma motivação política e econômica, não só religiosa.



Um recente relatório da Aliança Evangélica Mundial sobre Nigéria enviado à comissão de Direitos Humanos da ONU acusava ao governo atual de perseverar em um modelo corrupto que afeta às áreas de economia, administração, justiça e à defesa dos direitos humanos.



Desde o norte do país, de maioria muçulmana, também se acusa ao exército do governo de ataques à população.



O conflito parece estar longe do final. Em janeiro um comandante de Boko Haram, Mohammed Ibn Idris Abdulazeez, ofereceu um alto o fogo ao governo nacional. Pouco depois foi desautorizado pelo auto proclamado líder de Boko Haram, Abubakar Shekau, que ameaçou com matar Idris por fazer a oferta e prometeu vingança por qualquer ato de violência contra o grupo. Este anúncio coincidiu com a morte de 20 membros de seu grupo em um confronto com a Força de Tarefa Conjunta da Nigéria.


Esta tensão crescente faz cada vez mais difícil a vida para os cristãos e para os muçulmanos moderados. Os cristãos no entanto não perdem a esperança. “Às vezes somos objeto de debocha – diz Samuel Dali, presidente da EYN - quando falamos de paz. Mas a esperança não se perde. Inclusive durante a época das primeiras missões, não foi fácil. Mas mesmo assim pensaram formas e uma estratégia para assegurar-se de que o Evangelho fosse compartilhado. Ainda que a situação seja difícil, não posso deixar a palavra de Deus”.
 

 


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