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Visita histórica de Ahmadineyad ao Cairo
 

Irã ameaça a Israel enquanto estende a mão a Egito

Israel observa preocupado as aproximações entre Irã e Egito durante a primeira visita oficial de um presidente iraniano a seu vizinho do sul.
ESPANHA 05 DE FEVEREIRO DE 2013

A situação de tensão no Médio Oriente parece um tópico de nossos tempos, mas vários acontecimentos nas últimas semanas servem para que a preocupação da comunidade internacional tenha aumentado consideravelmente.



O ataque aéreo efetuado por Israel em território sírio acordou críticas ferozes no Irã, proclamado inimigo dos judeus que não teme subir o nível de ameaças. “Vão lamentar esta recente agressão”, disse Saeed Jalili, Secretário do Conselho Supremo iraniano de Segurança Nacional. Jalili comparou o ataque de Israel contra um complexo militar ao noroeste de Damasco na quarta-feira aos conflitos anteriores, incluindo sua guerra de 34 dias contra Hezbolá.



A contundência das declarações, no entanto, não chamaram a atenção em Israel, onde segundo alguns observadores internacionais a população está mais disposta a efetuar ataques disuasorios em território inimigo. Até chegar a atacar ao mesmo Irã, que joga com a hipótese de conseguir a temida bomba nuclear.



ISRAEL, PREPARADO PARA RESPONDER

“Já não é uma qüestão de se o fará ou não, senão de quando”, disse um analista israelense quando se lhe perguntou se o premiê Benjamin Netanyahu responderia militarmente se Irã cruzasse a “linha vermelha” e adquirisse uma bomba nuclear.



Para o governo israelense parece claro que as sanções econômicas a Irã não estão tendo o efeito adequado para disuadirlo de suas investigações nucleares. Por outra parte, o fervor da Primavera Árabe em vários países que rodeiam a Israel tem tido o temido efeito de um maior poder a opções políticas de caráter islamista que, conquanto não sempre coincidem em muitos aspectos, sim concordam em sua oposição ao país israelita.



Em Israel, que acaba de celebrar eleições e renovar o comando de Netanyahu, se espera uma política de defesa mais contundente para os próximos meses, sobretudo nas fronteiras do norte. Alguns relatórios sugerem que Irã está a só em uns meses de conseguir a bomba nuclear, justo quando Israel se mostrou contundente no controle das ameaças contra seu território realizando uma incursão na Síria. Todo um aviso de que está disposto a tomar a justiça por sua mão, seja com o apoio internacional ou não.



“Irã tem completado nos últimos dois anos as investigações e a recoleção de componentes para que possa fabricar uma arma nuclear tão cedo como se decida ao fazer”, disse Amos Yadlin, chefe do Instituto Israelense de Estudos de Segurança Nacional, em uma entrevista em The Times de Israel.



Yadlin abriu a porta a que Israel poderia atuar de forma “preventiva” contra as instalações nucleares em Teerã, ou que daria lugar a uma resposta contundente, mas impediria “a grande devastação” das armas nucleares. “Nossa avaliação é que Médio Oriente não se verá envolvido em uma guerra, e os iranianos responderão de uma maneira calculada, limitada”, disse Yadlin.



AMIZADES PERIGOSAS?

Enquanto em Israel especula-se sobre isso, Irã parece seguir trabalhando na construção de uma rede de apoio sem precedentes. Em um movimento histórico, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadineyad, tem chegado hoje ao Cairo, no que supõe a primeira viagem de um chefe de Estado iraniano a Egito desde a revolução islâmica de 1979 e após mais de trinta anos de fortes tensões diplomáticas entre os dois países.



Amanhã dá começo uma cimeira islâmica na que participarão os principais líderes do islã, na prestigiosa mesquita da o Azhar. Ahmadineyad se reunirá com o grande íman e reitor da Universidade da o Azhar do Cairo, Ahmed ao Tayyeb, uma das principais autoridades religiosas e intelectuais do Islã suní.



“A política geográfica da região mudará se Irã e Egito tomam uma posição unificada com respeito ao assunto de Palestina”, tem declarado Ahmadineyad à televisão libanesa Ao Mayadeen. A sua vez, o mandatário expressou nesta segunda-feira seu desejo de visitar a Faixa de Gaza nesta semana, bem como sua vontade de “orar em Jerusalém depois da libertação”.



As autoridades egípcias mostraram-se preocupadas pelo apoio que Irã presta ao regime do presidente sírio, Bashar ao Assad. No Egito, a população é principalmente suní e apoiam o levantamento contra a ditadura do Governo da o Assad.



No entanto há outros laços que lhes unem: o apoio a Hamás em Palestina, que se reforçou nos últimos meses de governo de Morsi, e cuja vitória nas eleições foi elogiada por Irã, que a qualificou como uma “esplêndida visão da democracia” que marca a fase final de “um acordo islâmico”. Dentro dessa agenda ficam poucas dúvidas de que Israel é um dos pontos pendentes.
 

 


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