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Seu marido foi abatido em 2011 pelo ELN
 

Assassinam diante de seus filhos à viúva de um missionário em Colômbia

O Exército da Libertação Nacional cumpriu as ameaças feitas a Alicia Castilla por não ir de seu lar, ao lhe matar em casa, diante de sua família.
COLOMBIA 15 DE JANEIRO DE 2013

Alicia Castilla, missionária cristã, foi assassinada na passada segunda-feira 7 de janeiro em Arauca, no norte de Colômbia, onde as guerrilhas do Exército de Libertação Nacional operam e onde os missionários cristãos sofrem perseguição, segundo tem denunciado Portas Abertas nos últimos anos.



Segundo as fontes de Portas Abertas, um grupo de homens armados entraram no lar familiar enquanto celebrava-se um devocional. Ali abriram fogo sobre ela, matando ao instante diante de seus três filhos e seu pai.



Um trabalhador de Portas Abertas que pediu não ser identificado por razões de segurança, disse que antes de sair da casa, os guerrilheiros ameaçaram ao filho de Castilla, Hernán, de 18 anos, lhe advertindo que os demais membros da família seriam assassinados se em três dias não abandonavam a região.


Colômbia ocupa o posto 46 no ranking mundial de países que perseguem aos cristãos, que acaba de publicar Portas Abertas. Tem a triste honra de ser o primeiro de Latinoamérica que aparece nesta lista, depois de países de integrismo islâmico ou regimes ditatoriales comunistas.



ASSASSINADO POR PREGAR

Alicia Castilla era viúva desde janeiro de 2011, quando um grupo de guerrilheiros assassinou a seu marido, o pregador evangélico Nelson Ramos.



Ramos, que tinha chegado à fé em Cristo dois anos antes de sua morte, compartilhava o evangelho em Saravena, cidade próxima à fronteira de Colômbia com Venezuela. Poucos meses após sua conversão, o ELN emitiu sua primeira ordem de expulsão contra ele e sua família.



“Quando Nelson pregava, as pessoas se sentiam atraídas pelo evangelho”, disse o trabalhador de Portas Abertas. “Sempre estava a falar de Cristo”, recorda.



FAMÍLIA COMPROMETIDA

Hernán Ramos, filho do casal, disse que para além de denunciar a seu pai por seu afã de pregar sobre Jesús, os guerrilheiros nunca têm explicado o por que de tanta violência para sua família. Após ter recebido ameaças durante o ano 2010, os guerrilheiros entraram na casa e dispararam ao pai de família, Nelson Ramos, com sua esposa e suas duas filhas pequenas de testemunhas presenciais.



Nos meses que seguiram à morte de Ramos, Alicia Castilla temia que seu filho tentaria vingar a morte de seu pai. Mas em um encontro em julho 2011 entre alguns filhos de missionários que tem perdido a um ou a ambos pais, Hernán renunciou a sua promessa de unir ao exército colombiano para se treinar e vingar o assassinato de seu pai. Ao invés, Hernán optou por batizar-se e envolveu-se em várias atividades da igreja.



Alicia Castilla, de uns 40 anos de idade, uniu-se a um grupo de Portas Abertas que apoia às viúvas vítimas da perseguição. O grupo formou-se em Arauca em 2010 e hoje conta com umas 30 famílias em todo Colômbia. O trabalhador de Portas Abertas que informa viu por última vez à missionária o passado 21 de dezembro, em Saravena, durante a celebração de uma oficina onde Hernán reiterou seu compromisso de não vingar a morte de seu pai.



@MULT#DER#56510@Enquanto ela estava em Savarena, os guerrilheiros visitaram a casa de Castilla, dando um terceiro aviso para que se marchasse. Castilla estava disposta a mudar-se, mas seu idoso pai não queria sair de ali.



“Ela sempre estava a dar depoimento sobre o perdão e sobre viver em paz”, disse o trabalhador de Portas Abertas. “Alicia era uma mulher que estava muito comprometida com Deus, mas desde o princípio ela estava muito preocupada pelas ameaças”.



Ainda que as autoridades dos governos locais têm a obrigação de retirar as vítimas de assassinato da cena do crime, o medo que reina é tão grande que se negaram a recolher o cadáver de Castilla, por temor às represálias dos insurgentes. Finalmente os trabalhadores da funeraria foram quem transladaram seu corpo sem vida.



“As autoridades locais entendem que os guerrilheiros a consideravam seu inimigo, e preferem não visitar certos lugares”, disse o trabalhador de Portas Abertas.



UM LUGAR PERIGOSO

Fundado em 1964, o ELN é um dos grupos ilegais armados que lutam pelo controle dos recursos petrolíferos nesta área ao longo do leste-central de Colômbia, na fronteira com Venezuela.



Os grupos violentos utilizam o departamento de Arauca como uma rota de narcotráfico, recrutam pela força aos meninos, e perseguem àqueles que se opõem a eles, entre eles à igreja. A cultura da morte e a violência governa a região no meio de uma atmosfera de medo e vingança.



“O ELN acha que aos cristãos lavaram-lhes o cérebro com a Biblia, e que nunca vão apoiar sua revolução”, disse o trabalhador de Portas Abertas. Suspeitam ademais que os cristãos são espiões e informantes para o governo, e se queixam de que dêem dinheiro a suas igrejas e se neguem a apoiar as atividades dos rebeldes. “Também sabem que quando os cristãos jejuam e oram, os planos violentos da guerrilha contra eles sofrem um 'curioso' impedimento”.



“Devemos orar por Hernán e sua família, para que sua proposta de não violência siga firme em seu coração e não se despregue uma corrente de vingança, sangue e de ódio", disse o coordenador de Portas Abertas de Arauca. “Oramos por sua proteção, e também por suas irmãs pequenas Rosmy e Jackeline, com idades de 9 e 6 anos, que agora se enfrentam à vida sem seus pais”.
 

 


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