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31 de outubro, Dia da Reforma
 

A Reforma que trasformou Igreja e mundo faz 495 anos

Este 31 de outubro comemora-se em todo mundo a Reforma Protestante, 495 anos após fincar Lutero suas 95 teses em 31 de outubro em Wittenberg (Alemanha).
MADRID 31 DE OUTUBRO DE 2012

O 31 de outubro de 1517, véspera da festa católica de Todos os Santos, Martín Lutero deu a conhecer publicamente suas teses, e o impacto foi tal que se assinala essa data como o começo da Reforma protestante.



Para uns, Lutero é o ogro que destruiu a unidade “da” igreja, a besta selvagem que tocou a vinha do Senhor, um monge renegado que se dedicou a destruir as bases da vida monástica. Para outros, é o grande herói que fez que uma vez mais se pregasse o evangelho puro de Jesus e a Biblia, o reformador de uma igreja corrupta.



Ele mudou o curso da história ao desafiar com valentia o poder do papado e do império, sustentando pontos de vista contrários à prática e ordens da religião estabelecida, o catolicismo romano, por considerar contrárias ao conteúdo da Biblia.



A principal doutrina evangélica que Lutero alçou contra o sistema ritualista de penitências foi que a salvação é por graça somente, não por obras. A chispa que moveu ao monge veio provavelmente em 1515, quando Lutero começou a dar conferências sobre a Epístola aos Romanos, pois ele mesmo que disse depois que foi no primeiro capítulo dessa epístola onde encontrou a resposta a suas dificuldades.



LONGA LUTA

Essa resposta não veio facilmente. Não foi singelamente que num bom dia Lutero abrisse a Biblia no primeiro capítulo de Romanos, e descobrisse ali que “o justo viverá pela fé”. Segundo ele mesmo conta, a grande descoberta foi precedido por uma longa luta e uma amarga angústia, pois Romanos 1:17 começa dizendo que “no evangelho a justiça de Deus se revela”. Segundo este texto, o evangelho é revelação da justiça de Deus.



Esteve a meditar de dia e de noite para compreender a relação entre as duas partes do versículo que, depois de afirmar que “no evangelho a justiça de Deus se revela”, conclui dizendo que "o justo viverá pela fé".



A resposta que encontrou Lutero foi surpreendente. A “justiça de Deus” não se refere na carta aos Romanos, como pensa a teología tradicional, ao facto de que Deus castigue aos pecadores. Refere-se mais bem a que a “justiça” do justo não é obra sua, senão que é dom de Deus. A “justiça de Deus” é a que tem quem vive pela fé, não porque seja em si mesmo justo, ou porque cumpra as exigências da justiça divina, senão porque Deus lhe dá este dom. A “justificativa pela fé” não quer dizer que a fé seja uma obra mais subtil que as obras boas, e que Deus nos pague essa obra. Quer dizer mais bem que tanto a fé como a justificativa do pecador são obra de Deus, dom gratuito.



Em consequência, continua comentando Lutero a respeito de sua descoberta, “senti que tinha nascido de novo e que as portas do paraíso me tinham sido franqueadas. As Escrituras todas cobraram um novo sentido. E a partir de então a frase ‘a justiça de Deus‘ não me encheu mais de ódio, senão que se me tornou indeciblemente doce em virtude de um grande amor”.



PRUDENTE E RESERVADO

Lutero parece ter sido um homem relativamente reservado, dedicado a seus estudos e a sua vida espiritual. Sua grande descoberta, ainda que trouxe-lhe um novo entendimento do evangelho, não o levou de imediato a protestar contra o modo em que a Igreja católica entendia a fé cristã. Ao invés, nosso monge continuou dedicado a seus labores docentes e pastorais e, conquanto há indícios de que ensinou sua nova teología, não pretendeu a contrapor à que ensinava o catolicismo.



Quando por fim decidiu que tinha chegado o momento de lançar seu grande repto, compôs noventa e cinco teses, que deviam servir de base para um debate acadêmico. Nelas, Lutero atacava vários dos princípios fundamentais da teología escolástica, e por tanto esperava que a publicação dessas teses, e o debate consiguiente, seriam uma oportunidade de lhe dar a conhecer sua descoberta ao resto da Igreja.


CONTRA O LUCRO

A controvérsia foi maior do que Lutero se propunha. O que tinha sucedido era que, ao atacar a venda das indulgências de Juan Teztel em Alemanha, Lutero se tinha atrevido, ainda sem o saber, a opor ao lucro e os desígnios de várias personagens bem mais poderosas que ele.



Segundo Lutero, se é verdade que o Papa tem poder para sacar as almas do purgatorio, tem de utilizar esse poder, não por razões tão triviais como a necessidade de fundos para construir uma igreja, senão singelamente por amor, e tem do fazer gratuitamente (Tese 82). Mas ainda que muitos abrigavam tais sentimentos, ninguém protestava, e a venda continuava.



As 95 TESES

Lutero fincou suas famosas noventa e cinco tese na porta da igreja do castelo de Wittenberg. Essas teses, escritas em latín, não tinham o propósito de criar uma comoção religiosa. Lutero deu a conhecer suas teses a véspera da festa de Todos os Santos, e seu impacto foi tal que frequentemente se assinala essa data, o 31 de outubro de 1517, como o começo da Reforma protestante e a reafirmação de que a Palavra de Deus é o ponto de partida e a autoridade final da Igreja e de toda teología.



A maioria de historiadores convém em que Lutero remeteu suas teses ao Arcebispo de Maguncia, ao Papa, a alguns amigos e a outras universidades nessa data. Com tudo, as teses foram impressas muito cedo, e antes de 1518 tinham sido extensamente lidas por toda Europa.


REAÇÃO E CISMA

Seu impacto surpreendeu ao próprio Lutero. As autoridades religiosas vacilaram, no entanto, em condenar a Lutero. Este último continuará discutindo com teólogos partidários das doutrinas de Roma, por exemplo, com Johann Eck na famosa disputa de Leipzig de 1519.



As 95 teses são finalmente condenadas definitivamente o 15 de junho de 1520 pela bula Exsurge Domine do papa León X. Lutero, então abertamente em conflito com a Igreja católica, é excomulgado a princípios do ano seguinte.



O Papa León X exigiu que Lutero se retractara pelo menos de 41 de suas teses, mas o monge alemão, já famoso em toda Europa, recusou esta exigência publicamente na Dieta de Worms de 1521 se jogando a vida. Era o passo definitivo para o que depois seria a reforma protestante.
 

 


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