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Escândalo mundial
 

De 10 a 20.000 casos de pedofilia na Igreja católica de Holanda

A Comissão Deetman disse que foram umas 800 pessoas que cometeram os abusos desde 1945.
LA HAYA 21 DE DEZEMBRO DE 2011

As cifras globais de abusos por parte de católicos e não católicos) são tão altas, e inesperadas, que o próprio Deetman, ex-ministro demo-cristão de Educação, fez um esforço por localizar no conjunto da sociedade holandesa. "Um de cada 10 cidadãos hoje, maior de 40 anos -9,7% da população- foi agredido sexualmente antes dos 18 anos, fora do contexto familiar. Ainda que o risco de agressão era duas vezes maior nos internados, a cifra nos deixou atônitos", disse, para logo mostrar sua incredulidade. "Como pode suceder algo assim?", perguntou, olhando ao público que lotava a sala onde apresentou o informe.



Escolhendo suas palavras com cuidado, Deetman desmentiu alguns mitos em torno ao obscurantismo eclesial, já referindo-se ao campo católico. "Não pode se falar de ocultamento deliberado, nem de destruição em massa de arquivos. Tivemos carta branca para consultar", disse. Outra crença que desmentiu, esta divulgada pela própria Igreja católica é a respeito de seu desconhecimento dos abusos, foi igualmente descartada. "Os comunicados ditando normas para evitar estes comportamentos existem desde o princípio. Até 1950, o assunto figurava de forma clara na agenda da Igreja. Logo perdeu peso. Ainda que não teve um plano para borrar os feitos, o sabiam. Os trapos sujos se lavaram em silêncio", acrescentou. O resultado foi o abandono das vítimas em favor de seus agressores, e a busca de soluções para o desvio sexual. "Entre elas, uma cura para a pederastia".



A influência do celibato nos abusos, exercia a favor e contra na própria sociedade, foi a dúvida que Deetman tratou de despejar com maior cuidado. Junto com seus colaboradores, o informe, de 1.200 páginas, chega a uma conclusão que revela o estado de ânimo dos religiosos holandeses faz seis décadas. "Não está científicamente demonstrado que ser celibatário por obrigação promova os abusos. Porém muitos dos sacerdotes e irmãos de congregações a cargo de menores pensaram, em 1950 e 1960, que seria abolido em seguida. Cumprir por toda vida os colocou em uma situação delicada na hora de freiar sua conduta. E sim, vimos casos de clara necessidade sexual".



Quando todos os detalhes foram gaseificados, e fixada já em 2.000 a cifra de denúncias legais recebidas, chegou a hora da hierarquia religiosa. "Recusamos qualquer tipo de abuso sexual porque contradiz com a dignidade da pessoa e a mensagem evangélica. Estas práticas não cabem em nossa Igreja. É um capítulo negro da história de nossa vida religiosa", Mostra o comunicado da Conferência Episcopal. O arcebispo Eijk assegurou que os "bispos que conheceram em seu dia os abusos devem renunciar". As indenizações para as vítimas, acrescentou, chegarão "dentro de seis semanas". O montante vária entre 5.000 e 100.000 euros, em função da gravidade dos feitos.



As associações de afetados também estão assombrados pelas cifras. "O rosto da Igreja católica do passado não da ânimos para pensar em um futuro melhor. Devem compensar", disse Guido Klabbers, encarregado de Klokk, porta-voz das associações.



ESCÂNDALO MUNDIAL

- França. Jean-Lucien Maurel, diretor de uma escola em Aveyron (França) entre 1994 e 1996, foi condenado por violar a três meninos em março de 2000.



- Reino Unido. O líder da Igreja católica em Inglaterra e Gales, o arcebispo Cormac Murphy-O'Connor, reconheceu seu erro em julho de 2000 por autorizar que o pedófilo Michael Hill trabalhasse como bispo. Em 1997, Hill foi preso por abusar de nove meninos durante duas décadas.



- Estados Unidos. Polêmica em 2004 depois de se conhecer o relatório sobre abusos responsável da Conferência de bispos Católicos. 10.667 pessoas formularam denúncias. A arquidiocese de Los Angeles e Chicago concordaram até agora em pagar quase 500 milhões de euros a mais de 500 vítimas desde 1940. Nestes momentos se está julgando ao prelado de Kansas City, o padre Robert Finn, é o primeiro bsipo acusado por proteger a um padre pederasta.



- Irlanda. Maio de 2009. Um informe detalha décadas de violência sexual a menores nos orfanatos, reformatórios e escolas de propriedade ou dirigidos por membros da Igreja católica.



- Alemanha. Março de 2010. O arcebispo de Ratisbona informa dos abusos de quatro educadores durante 15 anos a membros do coral de vozes brancas que dirigiu Georg Ratzinger, irmão do Papa, entre 1964 e 1993.



- Holanda. Nesta semana um relatório concluiu que entre 10.000 e 20.000 menores foram abusados no seio da Igreja católica desde 1945.
 

 


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