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Associação Batista de Libre Albedr&a
 

Denominação batista rejeita o veto a um casal inter-racial de uma igreja em Kentucky

Uma mulher branca quis apresentar seu noivo de raça negra diante dos feligreses da Igreja de sua cidade natal, que lhes rejeitaram e proibiram a entrada.
EEUU 07 DE DEZEMBRO DE 2011

Stella Harville, de 24 anos, estuda engenharia ótica em uma universidade de índia, mas de vez em quando regressa à pequena localidade em que nasceu e se criou, no Condado de Pike, uma zona rural ao oeste de Kentucky, nos Apalaches.



Foi no mês passado, junho, Stella voltou para casa para mostrar a seu prometido o lugar em que cresceu e, sem esperar, se encontrou rejeitada por sua igreja por uma questão racista. Seu noivo, Ticha Chikuni, de 29 anos, nasceu em Zimbabue e trabalha no Georgetown College de Kentucky.



O problema é que Stella não podia imaginar que sendo ela branca e seu noivo negro isto iria ser um problema. Pensou que seria uma boa idéia apresentar Ticha aos demais feligreses de sua igreja, The Gulnare Freewill Baptist Church, membro do movimento Batista de Libre Albedrío. Stella decidiu fazer uma entrada triunfante, com uma canção. Ela tocou o piano e Ticha cantou I Surrender All, um comovedor tema cristão.



O resultado foi o contrário ao esperado: o pastor, ancião, Melvin Thompson, disse a Stella que a igreja não aceitava os casais inter-raciais e que não voltassem a se apresentar alí; promovendo a continuação uma norma que proíbe namoros e casamentos inter-raciais na igreja local, que foi aceita pela mesma.



Passaram 44 anos desde que o Tribunal Supremo de EEUU bania as leis que proibíam os matrimônios inter-raciais, um vestígio da pesada época do racismo e da escravidão. Mas parece que esse quase meio século não tenha transcorrido naquela zona remota de Kentucky, onde é difícil encontrar habitantes afro-americanos. Rapidamente, meios locais e nacionais se fizeram eco da humilhação na que se sobmeteu a Stella e a Ticha.



MUDANÇA LOCAL E CONDENAÇÃO BATISTA

O pastor Thomson, que já ia a aposentar-se em breve antes deste acontecimento, foi substituido por um novo pastor, Stacy Stepp, que disse aos meios locais que está seguro de que a proibição se revogará muito em breve.



Por outro lado a denominação que agrupa as igrejas de Kentucky, conhecida como a Associação Nacional de Batistas de Libre Albedrío, emitiu um comunicado condenando a proibição.



"Históricamente, temos defendido os direitos e a dignidade de todas as pessoas, independentemente de sua raça. Nossa denominação teve um papel muito ativo no movimento da abolição da escravidão, o que dá fé a este feito", disse.



"Muitos casais inter-raciais são parte de igrejas Batistas do Libre Albedrío. São amadas, aceitas e respeitadas por todas suas congregações. É algo injusto e incorreto caracterizar a nossa denominação como racista".



UM PROCESSO PESSOAL DOLOROSO

Para Stella Harville e para seus pais, veteranos feligreses na mesma igreja, foi um duro golpe o ocorrido. O pastor Thompson, já ancião, deixou seu posto algum tempo depois, porém se negou a deixar o assunto inacabado. No mês passado, novembro, diante dos repetidos protestos da família Harville, se dirigiu à congregação para pedir que se votasse em uma resolução sobre casais de distintas raças.



Essa resolução estabelecia que os casais inter-raciais "não se aceitarão como membros nem tomarão parte ativa nos atos litúrgicos", a exceção dos funerais. O diário local The Herald-Leader publicou então fragmentos desse texto, no que se acrescenta que a proibição não obedece a assuntos "relativos à salvação de ninguém, senão que busca promover uma maior unidade entre os membros da igreja". Unidade na discriminação, parece. A proposta se submeteu a votação no domingo passado, 27 de novembro. Só seis pessoas votaram contra. Nove foram a favor. O resto se absteve. O racismo prevaleceu dentro de uma pequena igreja, em pleno século XXI.
 

 


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