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Primárias em EEUU
 

Joel Osteen coloca a etiqueta de ‘cristão’ ao candidato mórmon Mitt Romney

O líder do movimento do Evangelho da Prosperidade não vê diferenças significativas.
WASHINGTON 13 DE NOVEMBRO DE 2011

Em meio da carreira pela candidatura do Partido Republicano, o teleevangelista Joel Osteen, conhecido como um dos estandartes do Evangelho da Prosperidade, opinou que “os mórmons são cristãos”. Falou se referindo a Mitt Romney, aspirante mórmom que está entre os favoritos para apresentar-se contra Barack Obama nas próximas eleições dos Estados Unidos.



A fé dos candidatos à presidência dos Estados Unidos é um tema de debate recorrente no país. Especialmente entre os republicanos, que contam com uma ampla base de apoio de evangélicos conservadores e que dão muita importância à fé de seu candidato. Por isto, até agora muitos cristãos havíam mostrado relutância na hora de apoiar a um candidato de fé mórmona, como é Mitt Romney.



Parece que Joel Osteen, teleevangelista da teologia da prosperidade e pastor da macro-igreja Lakewood Church (à que frequentam 40.000 pessoas), quiz fazer um favor a Romney dizendo publicamente que ele considera que os mórmons sim são cristãos.



Em uma entrevista concedida ao diário Washington Times, Osteen disse: “Ouvi de Mitt Romney – não o conheço-, mas o ouvi dizer: ‘Eu creio que Jesus é o filho de Deus’”.



O popular autor de livros de auto-ajuda acresentou que ainda que ele não está de acordo com tudo o que crê os mórmons, “os batistas, os metodistas e os católicos nem está de acordo em tudo”, e que por isso não deixam de ser cristãos.



Osteen fez as declarações durante uma visita a Washington. Na entrevista em vídeo, deixou claro que ele crê que “os mórmons são cristãos”, apesar de que outras denominações podem estar em desacordo com alguns aspectos da fé.



O autor foi entrevistado durante a gira de apresentação de seu último livro, “Todos os dias são sexta-feira”. Em referência ao livro, disse que “parte da mensagem principal do livro é que as estações mudam, e que quando crês, e não te tornas amargo nem te desanimas, podes receber paz, ainda que não seja uma mudança de um dia a outro”.



Tanto seus livros como suas pregações, que combinam valores do evangelho com dinâmicas de auto-superação, foram muitas vezes criticados por falta de profundidade bíblica e inclusive desvios de doutrinas sérias.



A VISÃO DE AL MOHLER

Uma das respostas a Joel Osteen chegou por parte de Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico dos Batistas do Sul. Em um postado de seu blog intitulado “Não sabe ou lhe é igual?”, Mohler respondeu às palabras de Osteen.



“A estas alturas, é evidente que a falta de profundidade de Joel Osteen é deliberada”, critica Mohler.



Crê que os posicionamentos de Osteen sofrem de “uma falta de qualquer tipo de discernimento bíblico” e são “uma total abdicação da responsabilidade teológica”. E acrescenta que é impossível qualquer tipo de semelhança entre a ortodoxia Trinitária com o Mormonismo.



Em resposta a Osteen, Mohler recorda que “o Mormonismo começa com uma pluralidade de deuses, não com o monoteísmo da Bíblia. Jesus Cristo é um homem exaltado, não a Palabra encarnada. A lista de diferenças das doutrinas importantes [entre cristãos e mórmons] continúa através de todo o sistema de crenças”.



Por tanto, Mohler crê que Osteen necessita dedicar mais tempo a estudar a Bíblia em profundidade para não cair em um “cristianismo infantil” que pode levar a grandes equívocos.



Mohler conclui dizendo: “Nossa cultura admira aqueles com pouco compromisso teológico e um ênfase grande na atitude. E no caso de Joel Osteen, é a cultura secular que influenciou ao pastor e não é o pastor que está influenciando a cultura”.



UMA DOUTRINA NÃO CRISTÃ

Um dos maiores conhecedores de seitas e religiões em Espanha, José de Segovia, explica que não se podem comparar cristianismo e mormonismo, “primeiro, porque um cristão é alguém que crê em um único Deus. Pelo que à parte dEle, não há nenhum outro deus. Os mórmons entretanto ensinam que existem muitos deuses e que nós, como seres humanos podemos chegar a ser deuses”. É mais, explica Segovia que segundo o mormonismo “podemos ter filhos espirituais, que nos adorarão e orarão, como fazemos nós com nosso Pai celestial”.



A mesma definição de um Deus que existe desde a eternidade nem se encontra no mormonismo. “Acreditam que Deus foi um homem como nós, que progrediu até chegar a ser um deus, por isso tem um pai e um avô, e assim até o infinito”.



Em quanto à centralidade cristã de Jesus, “o problema para os mórmons não está portanto em negar que Jesus Cristo seja Deus, como os Testemunhas de Jehová, senão em que sua própria idéia de divindade não é mais que o resultado do progresso pelo que qualquer homem pode chegar a ser deus”.



Explica De Segovia que outra diferênça fundamental é que os mórmons não confiam na obra de Jesus como suficiente para a salvaçãodos crentes. A doutrina mormona diz que “‘não existe nenhum homem ou mulher que viole os pactos feitos com seu Deus do que não se exija o pagamento de sua dívida’. Já que "o sangue de Cristo nunca a apagará". É ‘vosso próprio sangue’ o que ‘deve expiar’, diz a doutrina mórmona (Journal of Discourses, vol. 3, pág. 247), ‘Existem alguns pecados sérios para os que não funcionam a limpeza de Cristo’”.



Por último, Segovia recorda que os próprios líderes mórmons tem afirmado com claridade: “Não somos protestantes”, em um escrito de Douglas e Jewel N. Beardall em 1979.



POLÊMICA HABITUAL

Em todo caso, as polêmicas ao redor da fé dos aspirantes à Casa Blanca são um tema recorrente em EEUU. O caso mais claro é o de Barack Obama, que ainda agora é objeto de debate por suas crenças religiosas. Enquanto alguns setores mediáticos quiseram demonstrar que segue o Islã, o atual presidente dos Estados Unidos teve que insistir uma e outra vez que se considera cristão evangélico.



Por sua parte, nem é a primeira polêmica que origina Joel Osteen. É conhecida sua divulgação clara do Evangelho da Prosperidade (que enfoca no bem estar econômico e físico como a consequência de viver uma vida cristã cheia de fé) e suas opiniões frequentemente pouco claras em doutrinas centrais do cristianismo.
 

 


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