segunda-feira, 26 de junho de 2017   inicía sessão ou registrar-te
 
Protestante Digital
 
Flecha
 
 
SIGA-NOS EN
  • Twitter
  • Facebook
 

Newsletter
Newsletter, recebe todas as notícias em tua bandeja de entrada
 
 
 
 

ENCUESTA
Encuesta cerrada. Número de votos: 0
VER MÁS ENCUESTAS
 



Encontro ou sincretismo?
 

Líderes de todas as religiões orarão pela paz em Assís

Dalai Lama não participará para evitar incidentes diplomáticos com China. Sim estará o Papa.
VATICANO 26 DE OUTUBRO DE 2011

Imagem do encontro de Assís em 1986


Segundo explica oteólogo protestante italiano Leonardo de Cirico àProtestante Digital, "Para muitos observadores, tanto evangélicos como católicos dos mais tradicionais, Assís 1986 foi uma amostra de universalismo e sincretismo antibíblico, mediante o qual gentes de diferentes comunidades de fé se agrupavam para orar (tudo o que a oração possa significar em um contexto inter-religioso) com a liderança do Papa. Os críticos, muitos dos quais estam também nos círculos católico romanos, argumentou que uma coisa é unir os esforços para promover a paz no mundo, e outra completamente diferente é unir as orações em uma petição multi-fé comum na forma em que se fez em 1986".



Apesar disto, nesta quarta-feira 26 de outubro, a tradicional audiência geral do Papa será sustituida por uma liturgia da palabra para rezar pela paz. É uma linha de atuação na que olider católico seguirá logo as marcas de João Paulo II, que convocou o primeiro encontro inter religioso pela paz em 1986. Benedito XVI estará no dia seguinte em Assís com 300 líderes de todas as religiões, provenientes de 50 países, para rezar pelo mesmo motivo. O cardeal ganês Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Pontificio Conselho da Justiça e Paz, apresentou o programa de Assís, que se desenvolverá em três jornadas.



A oração de Assís será silenciosa e privada, para evitar os mencionados mal entendidos e acusações, porém a palabra e testemunho seram públicos "para deixar claro que todas as religiões compartem o desejo de paz e sofrem o dano de quem são manipulados para promover violência".



DO VATICANO A ASSÍS

Na quinta-feira , 27, 300 líderes religiosos de todo o planeta –entre eles Benedito XVI e 176 não cristãos- viajarão de trem desde o Vaticano a Assís para participar da “Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo”, que incluirá numerosas intervenções, uma comida simples, momentos de oração individual em silêncio e a renovação da “Promessa da Paz”.



Finalmente, na sexta-feira, 28, o Papa receberá a todas as delegações no Vaticano e lhes ofrecerá um almoço de irmandade.



Nesta terceira edição, ainda que reunidos em Assís a oração não será em comum, senão em privado já que, segundo o cardeal Turkson, “se põe o ênfase na peregrinação e no respeito à especificidade de cada uma das religiões”. Em troca , o testemunho será comum e bem visivel, já que participaram personalidades variadíssimas como Rajhmoon Gandhi -sobrinho do Mahatma- â frente da delegação hindu, o rabino David Rosen à frente da judaica, o arzobispo de Canterbury Rowan Williams à frente dos Anglicanos.



Pela primeira vez participarão destacados intelectuais não crentes. Se trata da filósofa e psicoanalista búlgaro-francesa Julia Kristeva, o historiador italiano Remo Brodei, o filósofo mexicano Guillermo Hurtado e o economista comunista austríaco Walter Baier.



Na opinião de De Chirico "Assís 2011 estará tanto em continuidade como em descontinuidade com Assís 1986, porém a combinação global entre 1986 e 2011 será a extendida catolicidade do catolicismo romano, isto é, sua habilidade para pensar e atuar em términos globais ao mesmo tempo que fica com suas peculiaridades, sua habilidade para aglutinar gente de todos as origens sem que percam seu perfil, e sua inteligência para estar no centro do cenário nas relações entre as religiões e o mundo moderno".
RELIGIÃO E POLÍTICA

Dalai Lama foi convidado a participar mas prefiriu delegar em líderes budistas tibetanos da Índia, o qual evita incidentes diplomáticos com China, de onde virão, no lugar, monges budistas.



Haverá também representantes das religiões tradicionais da Africa e da América, assim como de todas as antigas religiões asiáticas e inclusive das novas religiões do Japão.



Entre as delegações muçulmanas, que incluem um total de 48 líderes religiosos, não figura nenhum representante da Universidade de Al-Azhar no Cairo, que suspendeu o diálogo com Roma no mês de janeiro quando o Papa denunciou a matança de cristãos copticos cometida no dia do Natal. No lugar, virão personalidades como o príncipe jordano Ghazi bin Muhammad, descendente de Mahoma, um ministro marroquino em representando o Rei de Marrocos, e um ministro saudita representando o Rei Abdullah.
 

 


0
COMENTÁRIOS

    Se queres comentar ou

 



 
 
ESTÁS EM: - - Líderes de todas as religiões orarão pela paz em Assís
 
 
 
 
RECOMENDAÇÕES
 

Protestante Digital é um diário online gratuito que se financía por meio da publicidade e patrocinadores. Para apoiar nosso trabalho e poder seguir desenvolvendo esta atividade de uma maneira aberta aos leitores, você pode fazer uma doação mediante PayPal ou fazendo uma transferência bancaria (com o assunto: Doação Protestante Digital).

ES85 21000853530200278394
 
PATROCINADORES
 

 
AEE
PROTESTANTE DIGITAL FORMA PARTE DA: Alianza Evangélica Española
MEMBRO DE: Evangelical European Alliance (EEA) y World Evangelical Alliance (WEA)
 

As opiniões vertidas por nossos colaboradores se realizam a nível pessoal, podendo coincidir ou não com a postura da direção de Protestante Digital.