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Somos cada vez menos religiosos?

Estudo The Global Index of Religiosity and Atheism, de Gallup International.
CAMINHANDO COM O POVO 17 DE SETEMBRO DE 2012

Recentemente a organização pesquisadora Gallup International publicou os resultados de um estudo sobre a religiosidade e o ateísmo em várias partes do mundo.


O estudo The Global Index of Religiosity and Atheismentrevistó a mais de 50,000 pessoas em 57 países perguntando à gente se eram religiosos, não religiosos ou ateus persuadidos.



Segundo este estudo 59% da população mundial considera-se religiosa, 23% não se considera religiosa e 13% se identifica como atéia.



No ano de 2005 fez-se o mesmo questionário em 37 países, de modo que nesses lugares puderam-se comparar os resultados entre os dois questionários.



Segundo o estudo:



1. Baixou em 9% o número de pessoas que se identificam como religiosas, ainda que a maioria não deixaram sua fé, senão que deixaram de utilizar o conceito “religioso” para auto-se identificar.



2. Subiu em 3% o número de pessoas que se identificam como atéias.



3. Tende a ter uma relação entre o nível sócio-econômico e a tendência para o não religioso e o ateu. Os países mais ricos têm mais pessoas que se identificam como não religiosas ou atéias.



4. Os países mais ateus são China e Japão, ainda que os países onde está crescendo a tendência atéia em geral estão no mundo ocidental..



A conclusão principal do estudo é que parece ter uma tendência mundial para uma identidade não religiosa ou atéia.



No entanto, o estudo não tomou em conta alguns fatores importantes:



1. Não toma em conta que muitos dos países comunistas do século XX, que tiveram fortes tendências atéias, hoje tem crescentes populações religiosas. Quase todos os países do antigo bloco comunista tem visto um resurgimento religioso (incluindo Cuba).



2. Ainda que China é o país mais ateu do mundo, o estudo não toma em conta o crescimento significativo de pessoas que estão a deixar uma postura atéia para se identificar com uma religião.


3. O estudo não exclarece se a mudança de identificação “religiosa” implica secularização ou se as pessoas agora se consideram “espirituais”. É provável que se esteja a dar uma combinação das duas coisas.



Como cristãos este estudo nos deve desafiar. Por um lado precisamos reconhecer que existe uma relação entre o materialismo e o secularismo. Com razão disse o escritor de provérbios que o que tem riqueza facilmente chega a negar a Deus, a dizer “Quem é Jehová?” (Provérbios 30:9).



Também precisamos reconhecer que há uma crescente tendência anti-religiosa em alguns países que têm uma profundidade cristã. Precisamos tomar em sério que já estamos a viver num mundo pós-cristandade.



O estudo também não toma em conta alguns outros aspectos chaves.



Um deles que é o ateísmo do século XX foi um fracasso moral e espiritual. Na maioria dos países que passaram por esse caminho agora há um resurgimento religioso e espiritual que procura lidar com as crises morais que estão a passar.



Também é algo evidente que há uma busca espiritual entre muitas pessoas que não têm encontrado respostas nas opções religiosas tradicionais.


Esta pesquisa suscita ainda vários desafios missionológicos:



1. Em muito do mundo ocidental a proclamação cristã precisa responder a pessoas que assumem que não precisam a Deus. Uma parte significativa da população ocidental é neo-pagã.


2. Precisamos estar atentos aos lugares onde Deus está agindo e nos unir ao que Deus está a fazer ali. Há muitos lugares onde está a crescer o número de convertidos cristãos. Parte de nossa tarefa evangelizadora é unir-nos ao que Deus está fazendo.



3. Precisamos orar por avivamiento naqueles lugares onde a gente tem perdido um sentir de Deus. Devemos proclamar o evangelho, mas é Deus quem trará a mudança..



4. Muitas pessoas perderam a fé nas religiões tradicionais, mas seguem procurando uma resposta espiritual que lhe dê significado a suas vidas...



Este estudo nos ajuda a entender o mundo em que Deus nos chamou a fazer discípulos. Que o Senhor nos use para ser fiéis a nossa tarefa neste momento e neste ambiente!
 

 


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