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A bela sinfonia

Conta-se a históriade ummaestro e compositoraustríaco,cujo gênioe brilhoforam bemacima dode outros m&ua
DA MINHA VARANDA 28 DE AGOSTO DE 2011
A bela sinfonia
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Tanto era assim, que não só despertava a mais profunda admiração dos seus contemporâneos, mas também as piores invejas, especialmente entre os membros de sua profissão. Seu pior adversário era um músico que pretendia ser compositor, mas cujo talento não ultrapassava em nada o de outros muitos músicos.

O maestro e compositor de que falavamos ao princípio havia criado muitas peças, de muitos estilos, com temas diferentes, porém todas elas belas, únicas e requintadas em maxímo grau. Entretanto, em uma ocasião, certa obra pela qual ele tinha especial carinho, que sobre a partitura aparecia grandiosa, alegre e cheia de inteligência, não foi bem interpretadano dia da estréia pelos músicos que compunham a orquestra e resultou, de certa maneira, um fracasso.

Correu a notícia de que o compositor trabalhava em uma nova grande obra.Para coral e orquestra. O primeiro movimento começava em tragédia, e nela predominavam as percussões e instrumentos de sopro de sonido mais grave. Seguiam os violinos, até apagar quase seu som em um silêncio da qual surgiam as doces flautas, que estalavam em alegria junto a orquesta em pleno: a partir de aí o coral explodia e enchia em perfeita harmônia todo o resto da obra, até o movimento final, em que a majestuosidade e a solenidade da composição elevavam literalmente o coração ao céu.

O rival e adversário não só se encheu de inveja desta vez, mas também de ódio, e decidiu destruir a obra.Assim que certa noite entrou no estudio do autor: localizou a partitura, se colocou os óculos no nariz, se aproximou...equal não foi sua surpresa diante do que encontrou!

Algumas das notas estavam fora do seu lugar, formando um grupo que parecia mais bem uma mancha:¡protestavam!Eram as da voz do contralto: que não tinha dereito; que elas quase nunca figuravam na melodia principal; que o que sonava era raríssimo ao ouvido, sem graça e de difícil memorização; que sempre tinham por encima as notas do soprano; que as notas de tenores as pisavam o terreno muitas vezes... Havia outra mancha um pouco mais adiante: as notas dos tenores e baixosnão estavam de acordo com interpretar na clave de fá: a de sol era mais vistosa; não entendiam por que se viam relegadas as partes inferiores do sistema de pentagramas; as de tenores, por sua parte, opinavam que se lhes pedia muito na hora dos agudos, enquanto que as dos baixos, era o mesmo, porém na hora dos graves. As notas do soprano, bem agarradas a seu lugar para não cair, se falavam a gritos, comentando que em que cabeça cabía questionar sua superioridade, beleza e acerto, já que lhes parecia evidente que se de alguem não se podia prescindir era delas...Às figuras de silêncio nem se lhes permitia opinar:"Queta, que é como melhor ficas: assim, quetinha", lhes diziam umas e outras.

Em tudo isto, havia problemas entreas notas dos trombones e as das flautas transversais; entre elas e as do piano; entre as do piano e as dos violinos e as violas; as do contrabaixo se negavam a intervir; os pratos, que se saíam pouco; os tambores que...

O inimigo e adversário contemplou este panorama com satisfação. A metade do que se propunha estava feito. Porém, ainda e assim, lhe preocuparam umas quantas coisas:haviam algumas notas que se empenhavam em manter-se fazendo a melodia que o maestro havia composto, tanto se a entendessem como se não, tanto se era agradável ou fosse dura ao ouvido.

Algumas delas, inclusive, formavam parte de um acorde completo e, junto com outros grupos de acordes, distintos em colorido, distintos em ubicação, insinuavam belas harmonías a todas luzes brilhantes. Outras das notas, situadas em lugares arriscados, davam o toque de genialidade característico do autor. Outras mais, que iam ligadas permanentemente, facilitavam o avance suave da obra. Outras marcavam o ritmo...

Saltava a vista claramente a idéia: muitas notas, muitas figuras, muitos instrumentos, muitos silêncios, muitos ritmos, muitos movimentos... para uma só obra, perfeitamente harmônica, indiscutivelmente bela, sublimemente... perfeita. E o êxito dependia somente de que cada um e cada uma estivesse em seu lugar soando como devia e quando devia fazê-lo.

Eu estou sentada na segunda linha do pentagrama em clave de sol. E por amor ao autor e maestro, quero que a sinfônía sone maravilhosa.

Você também, me imagino. Eu vou certificar-me de que este é meu lugar. Faça também o mesmo, e comecemos a soar: em doce melodia, em perfeita harmonia.
 

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