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Nigéria
 

20 cristãos assassinados por pastores fulani em Nigéria

A Igreja Batista local perdeu 19 de seus membros no massacre, nove deles crianças. “Pertenciam todos a três famílias”, disse um sobrevivente.

FONTES Evangelical Focus, World Watch Monitor 13 DE SETEMBRO DE 2017 18:00 h
O estado de Plateau onde se produziu o assassinato.

Pastores muçulmanos Fulani assassinaram a 20 cristãos, entre eles nove crianças, no estado de Plateau, no centro de Nigéria, enquanto dormiam horas após a meia-noite da sexta-feira (8 de setembro) num aparente ataque de represália que tem desconcertado aos aldeanos.



A polícia disse que o ataque foi um ato de vingança após a descoberta na semana passada de um rapaz Fulani morto e decapitado que residia na aldeia de Larga, distrito de Miango, na área do governo local de Bassa. 



Os cristãos do lugar, no entanto, não entendem que este ataque seja uma resposta ao anterior acontecimento, dado que teve lugar em outro povo.



“O povo onde se diz que um deles morreu faz mais de um ano não é parte de nosso povo, e nunca temos tido nenhum mal entendido com eles no passado”, disse John Bulus, secretário da Igreja Batista de Salama-Larga, que perdeu 19 membros no massacre.



Sati Ishaya, de 9, um dos 20 cristãos mortos em Larga. / Morning Star News, cortesía da família

Bulus disse a Morning Star News que os aldeanos de Larga nunca tinham tido nenhum problema com os Fulani, que têm um assentamento a poucos quilómetros de distância. Foi capaz de reconhecer a alguns mas não a todos os agressores, e os habitantes da zona acham que militantes extremistas islâmicos acompanhavam aos pastores no ataque.



"No sábado 2 de setembro, enquanto trabalhávamos em nossos campos e granjas, vimos aos Fulanis transladando seu ganado e suas famílias fora de seu acampamento, um assentamento que está a poucos quilómetros de aqui”, disse Bulus. “De modo que fomos a perguntar a que se devia esta repentina saída do acampamento. Eles responderam nos dizendo que um deles foi matado faz tempo em outro povo a 5 quilómetros de nossa aldeia, daí sua decisão de se mudar”.



Bulus disse que os cristãos da zona regressaram e continuaram trabalhando. “Nunca imaginamos que estes Fulanis voltariam a nos atacar, já que não há nada que justifique um ataque contra nós”, disse.



Bulus disse que nove dos 20 cristãos assassinados eram crianças, com idades entre 3 meses e 17 anos. Junto com os 19 batistas mortos, um era membro de uma igreja metodista.



“ALGUNS ATACANTES VIVEN PRÓXIMO DO NOSSO POVO”



Acordado pelo som dos disparos pouco depois da meia-noite da sexta-feira (8 de setembro), Bulus saiu rapidamente a ver quem estava a disparar. Disse que viu a três pessoas de pé com pistolas em suas mãos, e que ele ficou em silêncio até que lhe viram e lhe dispararam.



“Um deles correu por trás de mim e se parou junto à porta de minha habitação sem entrar na habitação nem disparar, e após uns minutos saiu a reunir com seus colegas afora”, disse. “E justo quando estava a pensar em que fazer, escutei disparos esporádicos em todo o povo. Estavam a ir por todas partes no povo, e isto durou uns 25 minutos”.



Os asaltantes falavam entre si em língua Fulani, disse, acrescentando que à luz de uma lua brilhante, pôde ver que alguns dos atacantes. “Posso dizer-lhes com confiança que algumas das pessoas entre os que nos atacaram eram pastores Fulani locais que viviam por perto de nossa aldeia”, disse.



Uns cinco minutos após que o tiroteio se detivesse, viu que os agressores se tinham reunido num lugar justo no caminho que conduzia ao povo e depois se foram. Bulus e outros iam de casa em casa para determinar as baixas.



“Descobrimos que 20 pessoas morreram e outras seis resultaram gravemente feridas”, disse. “Os mortos são de três lares. Temos ao todo 50 famílias neste povo”.



INVESTIGAÇÃO POLICIAL



O Comissionado da Polícia da Meseta, Peter Ogunyanwo, disse aos jornalistas que o menino Fulani morto que desencadeou o ataque pertencia à aldeia de Larga, desapareceu no dia 3 de agosto e seu corpo foi encontrado três dias antes do massacre do 8 de setembro.



“Estamos a pesquisar o assunto, mas achamos que o ataque foi levado a cabo por pastores Fulani para vingar o assassinato de um menino”, disse Ogunyanwo.



O servidor público disse que cinco suspeitos tinham sido presos pelo menino Fulani desaparecido, mas que ninguém tinha sido detido no massacre de Larga.



Os cristãos representam o 51,3 por cento da população de Nigéria, enquanto os muçulmanos que vivem principalmente no norte e cinturão médio representam o 45 por cento.



Nigéria está no posto 12 da lista de países nos que os cristãos sofrem mais perseguição.



 


 

 


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