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Latinoamérica: viagem papal
 

Indígenas evangélicos de Equador recusam ver-se com Francisco

Em 1985 um 94% da população de Equador considerava-se católica, hoje são um 79%, enquanto os protestantes em seu conjunto ascenderam até um 13%.

QUITO 03 DE JULHO DE 2015 22:00 h
Equador, evangélicos Encontro de líderes evangélicos equatorianos

O primeiro Papa latino-americano iniciará neste domingo uma gira de oito dias por Equador, Bolívia e Paraguai, países com população indígena historicamente excluída, à que pretende levar uma mensagem de "ternura".



Mas nas últimas décadas muitos nativos em Latino-américa abandonaram, desencantados, a fé que lhes foi imposta a suas ancestrais a força de cruz e espada durante a conquista espanhola. Negrete é um deles.



Faz 30 anos Gustavo Negrete saiu com uma cruz ao encontro do papa Juan Pablo II junto a outros indígenas em Equador, e que agora tem mudado por uma Biblia. Hoje nem quer ver nem espera nada do papa Francisco: é um pastor evangélico desenganado da fé e ierarquia católica.



Francisco "hoje passa desapercibido nas comunidades indígenas... Já não existe esse mesmo conceito, como tínhamos naquela época, que vem um representante de Deus", afirma Negrete.



E como ele, muitos mais. Em 1985, 94% da população de Equador considerava-se católica, Hoje dos 16 milhões de equatorianos, na última pesquisa de Pew Research Center em 2014, a porcentagem de católicos caiu a 79%, enquanto os protestantes em seu conjunto ascenderam até 13%.



 



O EVANGELHO EM QUICHUA



A cada domingo, Negrete viaja em seu carro, por uma via escarpada, até Llamahuasi, uma comunidade do páramo andino 80 km ao sul de Quito. Ali é recebido num modesto templo evangélico ao som de guitarras, teclados e trombones. Ataviadas com chales, as mulheres cantam em quichua. "Cristo vive!", com entusiasmo os feligreses, todos nativos, cheios de fé e emoção em sua adoração.



O indígena que uma vez quis ser sacerdote se converteu ao protestantismo a inícios dos anos 1990 e agora é pastor de quatro templos da Igreja Príncipe de Paz, cuja maioria de fiéis cresceu no catolicismo.



Negrete abandonou a fé católica quando percebeu que não se condenava de forma clara a "bebedera, o maltrato aos filhos, à esposa" presentes no mundo indígena. Ainda, pesou em sua decisão o passado de seu pai, quem trabalhou numa fazenda onde foi forçado a assumir o catolicismo.



Nem em Equador, onde o 7% da população é indígena, nem em Bolívia, onde  40% de seus 10,5 milhões de habitantes são aborígenes, existe um censo sobre o número de indígenas protestantes. Também não há em Paraguai. Ainda que a evidência palpable é que há muitos.



Evangélica equatoriana com sua Biblia



"ERAM 40 IGREJAS EVANGÉLICAS. AHORA SÃO 2.500"



Mas Manuel Chugchilán, presidente da Feine, uma organização que reúne aos indígenas evangélicos de Equador, sustenta que desde os anos 1980 se multiplicaram as congregações protestantes.



Em sua opinião, os protestantes chegaram a lugares onde a Igreja católica não tinha presença, e se ganharam a confiança dos indígenas pela "mudança de vida" que propiciaram. Já não há alcoolismo nem violência e as famílias "são prósperas", porque investem na educação de seus filhos, sustenta.



Dos 3.000 sacerdotes que há em Equador só 20 são aborígenes, segundo Marco Deita, responsável pela pastoral indígena da Conferência Episcopal católica equatoriana, enquanto a Feine conta com 700 pastores.



No altiplano boliviano, Juan Villca lista as razões de sua conversão: "Perdemos a confiança e a fé por culpa dos padres, por violações, por abusos. Ensinam-nos mau as doutrinas, são desobedientes".



Sem a rigidez da liturgia católica, os missionários evangélicos usaram a música e dança, muito presentes na cultura indígena, para chamar a atenção dos nativos que por muitos anos não acederam à biblia em sua língua.



O ministério das Assembleias de Deus é um dos que experimenta maior crescimento desde que se fundou, em 1962. Atualmente congrega a umas 200 000 pessoas. Uma de suas igrejas, em Luque e Rumichaca (Guayaquil), tem mais de 150 igrejas filhas, uma rádio, um canal de TV e site em Internet, para transmitir a palavra.



A igreja bautista Betania, uma das mais representativas desta denominação, acolhe a uns 25 000 fiéis.



 



CATÓLICOS E EVANGÉLICOS: DIFERENÇAS QUALITATIVAS



Outra evidência da mudança é a marcada diferença entre católicos e protestantes quanto a seu nível de compromisso religioso.



Enquanto 23% dos católicos dizem que rezam a diário e assistem a um culto religioso à semana, entre os protestantes isto sobe ao 50%.



Também é destacável que os protestantes compartilham mais de sua fé com outros. Uns 27% de protestantes equatorianos falam de suas crenças em frente a  6% dos católicos.


 

 


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