segunda-feira, 15 de outubro de 2018   inicía sessão ou registrar-te
 
Protestante Digital
 
Flecha
 
 
SIGA-NOS EN
  • Twitter
  • Facebook
 

Newsletter
Newsletter, recebe todas as notícias em tua bandeja de entrada
 
 
 
 

ENCUESTA
Encuesta cerrada. Número de votos: 0
VER MÁS ENCUESTAS
 



Cristãos perseguidos
 

A ONU pospõe até setembro medidas para proteger aos cristãos

“Os cristãos iraquianos estamos a ser sacrificados”, diz um parlamentar iraquiano ante o Conselho de Segurança numa reunião para adotar medidas ante o extremismo yihadista.

NOVA YORK 10 DE ABRIL DE 2015 13:56 h
Conselho de Segurança da ONU. / UN

Do Iraque a Síria, passando por Líbia e Yemen, a situação dos cristãos é  cada vez mais preocupante ante a ameaça crescente do yihadismo islâmico. Assim o confirmou o Conselho de Segurança da ONU numa reunião celebrada o 27 de março para tomar medidas concretas que ponham fim à violência e proteja às minorias étnicas e religiosas em Oriente Médio.



“Os membros deste Conselho - e todos os que têm influência - devem ajudar à gente desta região recuperar sua diversidade histórica e dinamismo”, disse o Secretário Geral da ONU Ban Ki-moon ante o Conselho.



“Condeno nos termos mais enérgicos toda a perseguição e as violações dos direitos à vida e integridade física das pessoas e as comunidades baseadas em motivos religiosos, étnicos, nacionais, raciais ou de outro tipo”, declarou.



 



A ATIVIDADE DE DAESH



Milhares de civis estavam a graça do Daesh, o auto-denominado Estado Islâmico. Em Iraque, a informação sugere que os yihadistas teriam perpetrado genocídio, crimes de lesa humanidade e crimes de guerra, e que as minorias têm sido vítimas dessa violência.



Em Síria, a falta de rendição de contas tem dado lugar a um aumento excepcional nessas atrocidades, pelo Governo e os grupos armados não estatais por igual. Em Líbia, os grupos filiados a Daesh estavam a atacar às minorias e atacando monumentos religiosos.



Desde a ONU estão se  desenvolvendo estratégias, no entanto, Ban-ki Moon anunciou que em setembro pôr-se-á em marcha um plano específico de prevenção da violência extremista. Ademais, planeja-se formar um grupo assessor de líderes religiosos, civis, culturais, académicos e comerciais para oferecer perspectivas de como enfrentar esta ameaça. Neste mês de abril vários líderes religiosos serão convidados a um evento especial para fomentar a paz e o diálogo.



 



PARLAMENTAR IRAQUIANO: “ESTAMOS SENDO MASACRADOS”



Num discurso apaixonado, Vian Dakhil, membro do Parlamento de Iraque, disse que as comunidades minoritárias estão a sofrer  cada vez mais. Novos relatórios têm demonstrado que mais de 420.000 yazidíes tinham sido deslocados e viviam em acampamentos na região do Kurdistán, Síria e Turquia, e que milhares de meninas tinham sido vendidas como escravos. Uma menina tinha sido vendida por 18 dólares, disse, apelando ao Conselho para a ajuda.



“Estamos a ser masacrados, nossas meninas são vendidas, nossos filhos estão a ser raptados”, acrescentou, pedindo proteção internacional para as comunidades minoritárias. Também pediu o apoio internacional para erradicar o terrorismo e libertar a mais de 3.000 mulheres sequestradas bem como para reconstruir as cidades destruídas pelos ataques terroristas.



O patriarca da Igreja Católica Caldea de Babilonia, Louis Raphael Sako, disse que a situação em Iraque é “catastrófica”.



 



“JÁ TEMOS FALHADO”



Participó en la reunión Zeid Ra'ad Hussein, Alto Comisionado de las Naciones Unidas para los Derechos Humanos, expresando que aunque el tejido de Medio Oriente es excepcionalmente fragmentado, su historia se ha caracterizado por muchos años por la aceptación de múltiples identidades.



“Daesh é uma abominação”, disse, recordando que não é o primeiro movimento que tenta o exterminio de alguma minoria étnica ou religiosa. “Se atendemos aos direitos das minorias então já temos falhado”, expressou.



 



REAÇÕES DIFERENTES



No debate posterior, para perto de 70 palestrantes de todo mundo condenaram a intolerância, o extremismo violento e a perseguição religiosa ou étnica que tinha ganhado terreno no Oriente Médio, em particular contra os cristãos, yazidíes, curdos, turcomanos e shabaks. Daesh tinha desatado o terror, disseram, com decapitações em massa, conversões forçadas, sequestros e torturas. Esse terrorismo yihadista nunca deve confundir com a mensagem do Islã, advertiram vários participantes.



Laurent Fabius, Ministro de Relações Exteriores da França, cuja delegação organizava o debate, propôs a criação de um fundo especial para a volta das populações deslocadas. Também sugeriu que o Secretário Geral apresente ao Conselho um plano de ação para fazer frente à situação das minorias no Oriente Médio.



Gebran Bassil, Ministro de Relações Exteriores e Emigrantes de Líbano, disse que tinha vindo diretamente de uma reunião da Une Árabe, que estava a tratar de salvar às ricas culturas do Oriente Médio. Chamou a Israel “o pai de Daesh durante décadas”, pediu uma resolução que realmente proteja às minorias e criar “linhas vermelhas” morais e políticas que não podiam ser cruzadas. Também questionou por um fundo fiduciario para a reconstrução das culturas devastadas.



Em termos mais gerais, o representante de Irã disse que uma estratégia integral contra Daesh deve abordar as dimensões ideológicas, sociais, políticas e economicas da violência extremista. “Se há uma vontade efetiva de lutar contra o extremismo, deve traduzir-se em ações concretas e efetivas”, disse.



José Manuel García-Margallo, ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação de Espanha, sugeriu um enfoque multi-diciplinar para abordar as causas profundas do terrorismo e a criação de uma plataforma para que os representantes religiosos das zonas afetadas pelo conflito. “Alguém tem que parar esta loucura”, agregou Margallo, “e esse alguém somos nós”.



Num tom diferente expressou-se o representante da Federação russa, que advertiu que a solução das crises regionais se podem fomentar com reformas progressistas e acordos entre os grupos religiosos. No entanto, fez um apelo a não deixar que a ação dos extremistas religiosos seja ignorada até setembro.



Do mesmo modo, Manuel Augusto, Secretário de Estado de Relações Exteriores de Angola, disse que a resposta da comunidade internacional à primavera árabe foi uma política de mudança de regime, com a provisão de armas aos grupos da oposição para esse propósito.



Nesse contexto, o representante de Egito advertiu que a seletividade no trato com o extremismo se deve evitar também. A proteção de algumas religiões apresenta certos riscos; as vítimas não devem ser identificadas de acordo a sua fé, defendeu o porta-voz egípcio.



O representante de Arábia Saudita advertiu que quem está baixo ataque é “o islã”, dado que os extremistas o utilizam para “causar mortes e perseguição” ainda a outros muçulmanos. Advertiu ademais que a solução na zona deve passar irremediavelmente pelo “ assunto palestino” e por uma maior proteção do coletivo muçulmano em regiões como Europa.


 

 


0
COMENTÁRIOS

    Se queres comentar ou

 



 
 
ESTÁS EM: - - A ONU pospõe até setembro medidas para proteger aos cristãos
 
 
 
 
RECOMENDAÇÕES
 

Protestante Digital é um diário online gratuito que se financía por meio da publicidade e patrocinadores. Para apoiar nosso trabalho e poder seguir desenvolvendo esta atividade de uma maneira aberta aos leitores, você pode fazer uma doação mediante PayPal ou fazendo uma transferência bancaria (com o assunto: Doação Protestante Digital).

ES85 21000853530200278394
 
PATROCINADORES
 

 
AEE
PROTESTANTE DIGITAL FORMA PARTE DA: Alianza Evangélica Española
MEMBRO DE: Evangelical European Alliance (EEA) y World Evangelical Alliance (WEA)
 

As opiniões vertidas por nossos colaboradores se realizam a nível pessoal, podendo coincidir ou não com a postura da direção de Protestante Digital.