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Eu Jamais!

Ainda que todos se escandalizem, eu jamais! (Mc 14.27 RA)
ESPERANÇA AUTOR José Aldoir Taborda 03 DE MARçO DE 2012

Estas foram as emocionadas palavras proferidas pelo apóstolo Pedro logo após a declaração de Jesus sobre os acontecimentos dos próximos dias. Suas palavras denotam o alto grau de amor que estava em seu coração naquele momento e expressavam o seu desejo de defender Jesus a custo da própria vida (v.29).


É muito comum encontrarmos pessoas com o mesmo ímpeto nas igrejas, as quais, à semelhança de Pedro, também se consideram crentes super-fortes e mais fiéis que todos os outros. É importante compreendermos que nossa disposição mental e mesmo amor no coração não constituem poder suficiente para cumprir as palavras ditas num momento de emoção. É preciso muito mais que isso.


Como Pedro caiu, apesar de sua sinceridade, qualquer pessoa pode cair, no entanto é possível tomar algumas precauções que nos assegurem a vitória. Se observarmos a “história da queda” no evangelho de Marcos veremos que o acontecido com Pedro não foi acidental. Foi o resultado de uma série de atitudes impensadas, e isso pode acontecer com qualquer pessoa. Ninguém nega a Jesus de repente!


O primeiro passo de Pedro no caminho da negação encontramos em Mc 14. 29, quando diz: “ainda que todos se escandalizem, eu jamais!” Essa demonstração de autoconfiança poderia ser considerada uma grande virtude, uma característica marcante de um grande líder. É positivo alguém ter confiança em si mesmo, porém, confiar demasiadamente em si mesmo pode ser fatal. Ao supor que era mais forte que seus colegas de ministério o apóstolo deixou de depender do poder de Deus e passou a confiar em sua própria força de vontade e fé. Devemos nos cuidar deste sentimento, pois nosso ponto forte pode ser nosso ponto fraco.


Em seguida, no versículo 37, notamos uma segunda atitude do apóstolo no caminho da negação: negligência com a vida de oração. Não pudeste vigiar nenhuma hora? Foi a exortação de Jesus ao enfatizar que a força de vontade pessoal é apenas carnalidade. É preciso poder para cumprir as promessas. A falta de oração enfraquece o homem e o deixa espiritualmente vulnerável.


A descida espiritual continua. A primeira provação do apóstolo foi quando os soldados chegaram. Num último esforço para demonstrar fidelidade, Pedro desembainha sua espada e corta a orelha do soldado (Mc 14.47). A luta da vida cristã é espiritual, não carnal. Lançar mão de armas humanas na batalha contra satanás é como jogar a toalha. Não somos vencedores espiritualmente falando por causa de nosso conhecimento ou força da personalidade. É preciso agir no espírito.


Em todo esse processo, com certeza Pedro não esquecerá sua profissão de fé, mas percebe que já está enfraquecido em seu ânimo, e, em lugar de aproximar-se mais de Jesus, opta por segui-lo de longe (Mc 14.54ª.). Quanto mais distante de Jesus está uma pessoa, mais difícil se torna viver a vida cristã. Seguir Jesus à distância significa dar pouca importância ao testemunho pessoal, à leitura bíblica, à vida de oração. Como está você?


Depois de vê-lo seguindo a Jesus de longe, era de se esperar que ele descesse ao máximo, vindo a abandonar a companhia dos irmãos. Aqui ele já está num ambiente propício à negação. Ao assentar-se entre os serventuários do templo (Mc 14.54b) e selou definitivamente o abandono do Senhor. A Bíblia diz que aquele que é amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Pedro, para agradar seus novos amigos, nega sua fé.


Que tristeza ele enfrentou em sua vida. Ele conhecia a Palavra de Jesus que afirmava categoricamente: aquele que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, mas aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei na presença do meu Pai que está no céu.


Esse triste desfecho que ocorre na vida de muitas pessoas, não é prejuízo apenas para o faltoso, mas também afeta os que o cercam e decepciona até mesmo os inimigos de Cristo.


Por isso, amigo leitor, quero recomendar para você que siga as palavras de Jesus descritas em apocalipse 2.10: “Sê fiel até a morte e receberás a coroa da vida”.


Se você não quer acabar como Pedro, então faça o caminho inverso. Em lugar de confiar demasiadamente em si mesmo, entregue seu caminho ao Senhor, confie nele e o mais ele fará. Mantenha uma vida ativa de oração e assim terás as armas espirituais sempre preparadas na hora da provação. Por fim, aproxime-se cada vez mais de Jesus à semelhança de João que reclinava a cabeça no peito de Jesus e jamais abandone a comunhão dos irmãos. Esses são fatores importantes para nossa vida espiritual.
 

 


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