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Congelação: voltar da morte

A morte em realidade se pode considerar um tipo de enfermidade, que até o presente não temos dado com as chaves para sua solução?
CLAVES 24 DE NOVEMBRO DE 2011

Não faz muito tempo começava suas atividades em Espanha uma empresa dedicada à crionização de cadáveres humanos, na esperança de que chegará um dia quando a ciência terá avançado tanto que poderá reanimar ao morto e devolver sua vida outra vez.



Segundo a filosofia desta empresa a morte em realidade se pode considerar um tipo de enfermidade, que até o presente não temos dado com as chaves para sua solução, porém, igual tem passado com outras enfermidades que durante muito tempo foram irreversíveis e agora tem solução assim chegará o dia em que saberemos como manejar e vencer o que agora é irrecuperável.



Já se sabe que o frio tem propriedades de conservação, razão pela qual agora que se aproxima o Natal muitas donas de casa comprarão o leitão, o cordeiro a preços mais acessíveis, mantendo no congelador intacto até que chegue a data indicada. Claro que uma coisa é manter um cadáver congelado durante trinta dias ou sessenta dias e outra coisa é manter indefinidamente com plenas garantias de manutenção íntegro. Indefinidamente pode significar milênios, porque se a evidência mostra que durante todo esse tempo a humanidade não pode vencer a morte è lógico pensar que necessitemos o mesmo prazo de tempo que tem transcorrido até agora para encontrar a solução. Ainda que como ‘hoje as ciências adiantam que é uma barbaridade’ talvez o prazo esteja muito mais próximo e não faça falta esperar tanto e tenhamos a resposta dobrando a esquina.



Porém, e se o problema é tão cabeludo que, apesar de todos nossos avances, o tempo passa e correm os séculos e os milênios e não chega a solução?Poderam os cadáveres congelados aguentar esses prazos tão enormes de tempo? Eaquí é onde se apresenta o problema da contingência. A contingência é por definição o imprevisível e forma parte da existência humana.



Se não existissem as contingências nós seriamos os donos do nosso destino, mas sua existência uma e outra vez nos lembra de que somos limitados e que inclusive os mais fortes, os mais sábios e os mais capazes se veêm sobre-passados e surprendidos pela força de sua aparição desmoronadora.



Uma demostração muito recente do poder de uma contingência é Japão, uma das nações mais fortes, seguras e prósperas do mundo, que em questão de dois minutos se viu sacudida até os alicerces. As mesmas soluções que se haviam tomado para assegurar um bom funcionamento da central nuclear de Fukusima ao ser construida à margem do mar e assim conseguir melhor refrigeração, resultaram ser mortais diante o não previsto tsunami que provocou o terremoto. Isto é, podemos nos preparar para terremotos, até certo ponto, e resulta que aparece um tsunami que não entrava em nossos cálculos.



Quem pode garantir que, diante de um hipotético descobrimento futuro de uma solução para a morte, os cadáveres congelados se manterão em perfeito estado de conservação?Nunca nas câmeras refrigeradoras se produzirá um corte de eletricidade, ainda que seja de uns poucos minutos, que de erro em todo o processo? Se até as empresas mais fortes tem seus altos e baixos e grandes corporações que em um momento dado pareciam inconquistável ao afundamento tem desaparecido sem deixar nem rastro, quem se atreverá a prognosticar que a empresa congeladora não se verá jamais afetada nem por um momento por uma crise econômica, uma carência de pessoal qualificado ou vai saber que outra contingência que a faça desaparecer? Nunca no decurso do tempo se verão sujeitos a um imponderável que os supere? Seria a primera vez na história da humanidade que algo assim sucedería.



Tem que acreditar muito ou ser muito tonto para tragar ao gancho desta empresa.



Quer dizer que, estamos diante de uma pretensão que pertence ao reino da fábula, toda vez que os próprios responsáveis dela estão sujeitos ao mesmo processo contingente que o resto dos mortais. Como dar a outros o que ele mesmo não tem? Como prometer aos demais um horizonte que está mais além do que um pode controlar? Como se colocar em mãos, para obter uma suposta imortalidade, de quem são mortais? Tudo isto não pode ter senão uma motivação última: a de fazer mercadoria e se aproveitar da condição humana, algo tão velho como a própria humanidade. Se trata de uma falsa promessa, baseada em falsas lojas, alimentadas por falsas expectativas.



Fico com o evangelho da ressurreição dos mortos. É mais lógico esperar que quem criou o mundo do nada, é capaz de ressuscitar sem necessidade de congelação. É mais razoável pensar que se o mesmo experimentou a morte e ressuscitou, é poderoso para ressuscitar a outros. Tem mais fundamento crer que quem controla e dirige todas as contingências e não está submetido a nenhuma, tem a palabra final inclusive sobre o inimigo mais temível do ser humano.



Não colocarei minha confiança descontroladamente no que cegos, débeis e malvados possam prometer, senão que sensatamente me fío de quem não mente, tudo pode e é bom. Do que disse ‘Eu sou a ressurreição e a vida; o que crer em mim, ainda que esteja morto viverá.’[1] Essa palabra tem credibilidade.





[1]Juan 11:25
 

 


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