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A vinda do Anticristo

Praticamente se poderia dizer que essa inclinação a ver o escrito realizado tem sido permanente ao longo do tempo.
CLAVES 15 DE NOVEMBRO DE 2011

Ao longo da história houveram momentos nos que a efervescência na cena mundial se fez notar até tal ponto que os cristãos pensaram que se achavam diante dos acontecimentos previstos no livro de Apocalipses e que os personagens alí mencionados poderiam ser identificados perfeitamente com os personagens que eram contemporáneos.



Claramente, essas tendências procedem desde tempos antigos e é fácil entender em certos casos que essa inclinação fosse mais marcada em alguns momentos que em outros. Por exemplo, a onda de perseguições que durante a etapa do império romano se desatou, especialmente as de Decio (249 -251) e Diocleciano (c. 225-316), as peores de todas, provocaram no sentimento de muitos cristãos a idéia de que as forças demoníacas descritas em Apocalipses estavam agindo e que o fim do mundo era imediato.



Posteriormente as turbulências e agitações de guerra, religiosas, sociais e políticas que assolariam repetidamente Europa produziram em muitos uma consciência de que os últimos tempos haviam chegado. Desta maneira, no tempo da Reforma, homens equilibrados e nada suspeitos de extremismos fanáticos concluiram que o cumprimento das profecias de Apocalipses se estava produzindo em sua geração.



Se pensamos atentamente não lhes faltavam razões: O Sacro Império Romano, com sua dura idéia de unidade religiosa, o papado, com seus planos para aniquilar a Reforma, e os turcos, que constituíam a maior ameaça extrangeira para Europa, eram uma soma de elementos que desenhavam um panorama de escuras nuvens.



E se assim era com os homens que não se deixavam mover facilmente por previsões catastróficas, é fácil imaginar o que seria com aqueles mais susceptíveis a ver em cada detalhe ou pessoa uma evocação profética. Por isso não faltaram os espíritos inquietos e agitados que, diante dos sinais, se propuseram apressar a chegada do reino de Deus, inclusive até pela força.



Não somente as circunstâncias, também o calendário serviu em ocasiões para alimentar essa veia, pelo que a proximidade da data certa do ano mil se prestou às mil maravilhas para avivar o choque e proclamar uma nova era. O surgimento, extensão e poder muçulmano, que inclusive havía arrebatado das mãos cristãs os lugares santos, parecia aliar-se para dar razão aos que previam a pronta conclusão de todas as coisas.



Praticamente se poderia dizer que essa inclinação ao ver o escrito realizado tem sido permanente ao longo do tempo. Depois de tudo, um dos ingredientes da fé cristã é a esperança e esta tem que ver com o que está por vir. Se tal esperança se mistura com outras duass características da natureza humana, como são a curiosidade e a especulação, teremos um coctel que quase inevitávelmente resultará na identificação de nomes, lugares e acontecimentos com os do Apocalipses. Por isso Mahoma, Carlomagno, Carlos V ou Napoleão, entre muitos outros, acumulariam o catálogo de personagens nos que se viu ao anticristo.



Estamos vivendo dias nos que em qualquer momento pode desatar-se, diante às perspectivas econômicas atuais, uma onda de pânico mundial de consequências imprevisível. Diante a possibilidade de colapso e o consequente derrumbe já se ouvem vozes que reclamam um governo centralizado europeo, e inclusive mundial, que coloque ordem no caos generalizado. São vozes de de pessoas que gozam de peso e credibilidade e cuja intenção está muito longe de alimentar visões apocalípticas. Porém precisamente que pessoas dessa classe sejam as que formulam semelhante necessidade é o que dá às profecías bíblicas um valor acrescentado, já que sem querer estão dizendo o mesmo que a Bíblia anuncia, o que indica que essas profecías não são produtos de alguma mente febril da antigüidade, e sim algo que os mesmos acontecimentos do século XXI confirmam.



Será esta vez a definitiva? Não sabemos. As declarações que se fizeram no passado sobre a identidade das pessoas e sobre as datas resultou ser, uma vez atrás da outra, uma equivocação; logo é melhor ser prudentes e não fazer o mesmo agora. Mas o que não é uma equivocação é saber que o que está escrito sucederá e que o que nos compete não é especular e sim estar preparados, como disse Jesús, em todo momento.



Foto: Copyright (c) 123RF Stock Photos
 

 


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