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E se escandalizavam dEle
 

Que mentira é esta?

Muitas vezes as igrejas se convertem assim em consoladoras e adormecedoras de consciências.
DE PAR EM PAR 27 DE NOVEMBRO DE 2011

Nas igrejas cristãs em geral, os assistentes ou membros captam mais o mandamento de amar a Deus, de dar culto, de praticar o ritual, de olharpara cima…, que o mandamento de amar ao próximo, de servir-lhe, de fazer-lhe justiça. Nas igrejas todas se prega mais o amor a Deus que seu semelhante: o amor ao próximo, o amor ao irmão. Menos ainda se prega o amor ao irmão , excluido, injustamente tratado… Não se prega bem a proximidade. É a grande tragédia das igrejas cristãs. Não seguem bem ao Mestre ao que dizem servir. O seguem rompendo e mutilando muitos de seus ensinamentos. Os escandaliza amar ao irmão pobre em uma relação de semelhança com o amor a Deus mesmo?



Por isso, quando se vem a pessoas que se confessam cristãos e vivem o ritual e dizem que se gozam com o amor de Deus e esquecem ao próximo em necessidade, o vem jogados ao lado do caminho da vida e passam de largo, se pode dizer: Que mentira é esta? Não é um escândalo? NÃO me extranha que se escandalizem dos ensinamentos de Jesus.



Quando vemos a tantos que se regozijam na prática do ritual, que querem viver de cara a Deus, mas vivem de costas aos sofredores do mundo, de costas aos excluidos dos bens desta terra e roubados de dignidade, se pode um perguntar: Qué tolice é esta? Como se pode viver a espiritualidade cristã em tal mentira? Que mentira é esta? O escândalo humano que se devería envergonhar a todos os cristãos.



Também, falando do amor a Deus e ao próximo, se poderia fazer a pergunta: Que amor é este? Que amor é este que se reduz a um sentimento um tanto egoísta na busca de gozos pseudoespirituais, mas que se reduz a um sentimento passivo sem que passe à ação e se converta no motor da fé e na força que move as obras da fé? Que amor é este que digo professar a Deus e que me permite passar de longe diante los espancados da história? Que amor é este que não me lança a praticar o conceito de proximidade que nos deixou Jesus? Podemos, assim, voltar à pergunta de início: Que mentira é esta? Que mentira é esta na que muitos vivem pensando que estão se movendo dentro da autêntica vivência da espiritualidade cristã? Que mentira é esta? Acaso é porque se escandalizam dos ensinamentos de Jesus?



Muitas vezes as igrejas se convertem assim em consoladoras e adormecedoras de consciências, separando-se anos luz da autêntica vivência da espiritualidade cristã e do Deus a que dizem servir. Que loucura é esta? Ao buscar fardos de papoulas que nos produzem certo prazer pseudoespiritual, estamos esquecendo o centro da vivência cristã, o importante que nos deixou Jesus: A justiça, a misericórdia e a fé. Uma fé que atua pelo amor produzindo as obras da fé. Não se pode amar a Deus e dar as costas a teus companheiros sofredores, desentenderte daqueles que estão ao teu redor que foram roubados, espancados e deixados jogados às margens do caminho da vida. Isso é um escândalo para Deus mesmo.



A experiência da espiritualidade cristã não é um estado de ânimo prazenteiro. Amar a Deus é se colocar a sua disposição para que Ele faça sua vontade em nós, colocamos a seu serviço, viver desde sua vontade. Enfocar-se nEle para ser suas mãos e seus pés em meio de um mundo de dor. Amar ao próximo, não é um sentimento de pensar nos sofredores do mundo quando fazemos uma oração pelos alimentos abundantes que temos -muitas vezes de forma escandalosa-, senão enfocar-se nele ou neles para servir-lhes. Se os serve com a ação assistêncial, sendo a voz que a eles faz falta, denunciando, buscando justiça no mundo, tentando mudar os valores que marginalizam e excluem pelos valores do Reino. Não vos escandalizeis disto.



Que a religião que nos dão desde as igrejas não nos confundam. Que suas muitas normas e regulamentos não nos distraiam. Que seus costumes não sejam uma armadilha para esquecer o essencial da lei: A justiça, a misericórdia e a fé. O amor ao próximo que está verificando o amor a Deus. Que as muitas normas, costumes, pregações que adormecem as consciências, não nos separem do núcleo central de todo o Evangelho: O amor a Deus e ao próximo que devem estar em uma relação de semelhança. Escandalizar-se disto é errar o caminho do seguimento. Se não amamos ao próximo de forma semelhante a como amamos a Deus, rompemos o núcleo do Evangelho, o partimos, o mutilamos. É então quando tem que voltar à pergunta do inicio: Que mentira é esta? Isto sim que é um escândalo.



Que religião é a que é capaz de calar-se diante do sofrimento e injustiça do mundo? Que religião é a que se cala diante da fome de tantos milhões de pessoas, diante a exclusão de mais da metade da humanidade? A qué Deus serves? A que Mestre segues? Que mentira é ésta? São escandalizados da doutrina de Jesus que, a sua vez, escandalizam. A única definição de religião que se dá na Bíblia, começa assim: “Visitar aos orfãos e às viuvas em suas tribulações…”. Recordemos que os orfãos e as viuvas eram os protótipos dos marginalizados no Antigo Testamento, unido a outro grupo de muita atualidade entre nós hoje: os extrangeiros, os imigrantes.



O amor a Deus deve gerar em nós uma força e uma dinâmica ativa a favor do próximo, uma dinâmica incontrolável de misericórdia que nos leve a amar ao próximo de forma semelhante à que devemos amar a Deus mesmo. Se não é assim, a pergunta voltará de forma insistente esmagando nossas mentes e nossos corações: Que mentira é ésta? Que mentira é ésta, falar de um amor a um Deus que nos separa do amor aos sofredores do mundo, que não nos compromete e nos lança ao serviço, à denúncia e à busca de justiça? Que mentira é ésta? Estáis escandalizando ao mundo. Os estais escandalizando da autêntica doutrina de Jesus.



O ritual salta feito pedaços diante a falta de amor e serviço aos necessitados, aos irmãos pobres ou sofredores do mundo. A falta de um amor ao próximo, de semelhante ao amor a Deus, é o que nos faz ser egoístas, acumuladores, servidores de Mamom, o deus das riquezas. É o grande escândalo do mundo, o escândalo da pobreza, dos desequilibrios econômicos e da opressão.



O homem se faz humano e, à sua vez, goza da divinidade, quando sabe viver a espiritualidade cristã amando a Deus e ao próximo de forma semelhante. O homem se faz realmente homem quando atúa, quando serve, quando acompanha, ajuda…quando ama. Também, com a prática deste amor se faz um tanto divino. Deus é amor e amar é participar da natureza de Dios. Es la única forma de não escandalizar-se das doutrinas de Jesus.



Não te conformes com o ritual, com os gozos adormecedores, e sim busca o verdadeiro núcleo que te fará viver a autêntica espiritualidade cristã: O amor a Deus e ao próximo de forma semelhante. Se não, pergunte a si mesmo: Que mentira é esta? Nunca te escandalizes dos ensinamentos do Mestre.



Foto: Copyright (c) 123RF Stock Photos
 

 


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