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O Evangelho segundo Os Simpsons

O Reverendo Lovejoy é um claro representante do pior da religião organizada
TERÇA - FEIRA 07 DE DEZEMBRO DE 2011

Depois de tantos anos, Os Simpson seguem sendo o programa de televisão mais visto em todo o mundo. Sua filosofia é agora objeto de estudo em muitas universidades. Olivro do jornalista judeu Mark A. Pinsky, Oevangelho segundo Os Simpsons, investiga a dimensão religiosa desta série animada.



Este título pertence a uma popular série de livros em língua inglesa, que publica uma editorial protestante chamada Westminster-John Knox, que tem uma ampla distribuição geral nos Estados Unidos. A coleção começou em 1965 com a obra de um pastor evangélico presbiteriano falecido há dois anos, Robert L. Short (1932-2009). Seu livro The Gospel According to Peanuts comentava as tiras cômicas em jornais de personagens como Charlie Brown ou Snoopy, que fazia o cartonista Schulz (1922-2000), pertencente a uma das denominações pentecostais americanas que leva o nome de Igreja de Deus.



O seguinte livro mais conhecido da série é talvez O evangelho segundo Os Simpsons, que teve uma grande repercussão nos meios de comunicação norte americanos. Seu autor é um jornalista judeu que trabalhou para o Exército israelita e está especializado em informação religiosa. Ainda que não é cristão, Pinsky conhece muito bem aos evangélicos, sobre os escreveu um livro mostrando a complexidade e pluralidade deste movimento. Tem outro título nesta coleção sobre Oevangelho segundo Disney.



INTERESSANTE SÉRIE


É certo que nem todos os escritores são sempre evangélicos no sentido conservador do término – já que tem judeus como Pinsky, mas também unitários universalistas como Symynkywicz, que escreveu um livro sobre Springsteen–, porém tem títulos com muita claridade sobre a fe cristã – como o do britânico Steve Turner sobre os Beatles–.



IMAGEM PROVOCATIVA

Quando o criador de Os Simpsons, Matt Groening, era boy-scout, conta em uma entrevista que robou uma Bíblia do quarto de um hotel, e sublinhou tudo aquilo que lhe parecia sujo. Quando o descobriu seu chefe de exploradores, Groening disse o que para acalmar sua fúria lhe contou que havia falado a Deus: "Sei que me perdoarás por não crer em Ti". Aimagem provocativa desta série de animação contrasta com suas contínuas referências à igreja, a oração e a Bíblia. Porém em que consiste o evangelho segundo Os Simpsons?



Para entender o Evangelho segundo Os Simpsonstem que dar-se conta que abrange desde a saúde pela fé até as missões, passando pelo unitarismo ou os parques de atrações cristãos. Esta curiosa mistura de fascinação e suspeita está muito bem refletida nos dois personagens que representam mais claramente a religião na série: Ned Flanders e o Reverendo Lovejoy...



SÃO FLANDERS?

Flanders é um irritante evangélico que vive ao lado dos Simpsons. Apesar de ser algo reprimido (“de qualquer coisa, que não fiz”), e frequentemente fanático (“eu guardo até a comida kosher, para se acaso”), Ned é um verdadeiro cristão, que mostra sua fé por suas obras. Homer lhe descreveu uma vez como alguém “mais santo que Jesus”. O Reverendo Lovejoy é, entretanto, um pastor que representa quase todas as denominaçõesem sua Primeira Igreja de Springfield, onde vão os Flanders, os Simpsons, e quase todo o povo. Tem o aspecto pomposo e sedante de um tele-evangelista dovalium. Seu fundamentalismo é às vezes incendiário (“a ciência fracassou de novo diante das esmagadoras evidências da religião”), mas outras frío e profissional (“faço o que posso com um material como este”). Homer descreveu em uma ocasião como “o tipo que da estes sermões na igreja, capitão como-se-chame”...



Quando, em um episódio, Flanders tem que adotar aos filhos dos Simpsons, descobre que ainda não foram batizados, pelo que chama angustiado ao Reverendo. Este, irritado por haver sido incomodado quando estava desfrutando de seus trens em miniatura, responde com desprezo: “Ned, pensou em alguma das outras principais religiões? São praticamente o mesmo”. Imediatamente seu trem se explode, soltando fumaça. Ned coloca então um cartaz na porta que disse “nos fomos a batizar”, e se dirige ao rio. Ali as crianças são finalmente “resgatados” por Homer, que consegue evitar que a água caia de um calice dourado. Ainda que a tentativa de Ned de um batismo forçado é pouco admirável, entretanto, é interessante que sua sinceridade nunca se põe em questão. É uma pessoa autêntica, que as vezes se mostra forte, porém também tem suas debilidades...



O Reverendo Lovejoy, entretanto,é um claro representante do pior da religião organizada. Sua fé é algo nominal e vazio. Se orgulha de voltar a colocar a maqueta na igreja, como um de seus grandes atos de fé. E quando um cometa ameaça destruir Springfield, Homer se lamenta dizendo: “Em momentos assim me gostaria que fosse um homem religioso”. Porém o Reverendo corre estérico pela rua, gritando: “Se acaba tudo!, já não há mais rezas!”. Entretanto, Ned construiu um refúgio ao que convida a todo o povo. E quando está tão cheio que não se pode fechar a porta, se oferece como mártir. Disse então a seu filho: “ Me volto louco de medo, quero que dispares ao pai se tenta voltar para dentro”. A gente sai então envergonhada, e o único que destrói o cometa é o refúgio...



A OFENSA DA CRUZ

Para um dos autores de Os Simpsons, Steve Tompkins, “a qualidad do humor está em proporção indireta com as verdadeiras crenças da pessoa”. Já que “quanto mais se mostrem, menos divertido resulta”. Seu papel é provocar, disse Mark Pinsky –o escritor deste livro, que gravou todos os episódios da série e mantendo entrevistas com vários de seus autores–. Um deles, Al Jean, disse que se considera “alguém que acredita nos ensinamentos de Jesus Cristo, porém não é um grande apaixonado da religião organizada”. Ele começou a trabalhar na série em 1989, pelo que escreveu com Reiss mais de duzentos episódios. “Desde muito cedo mostramos aos personagens vendo à igreja”, disse. Porém “a gente é muito sensível com estas coisas”, pelo que evitam sempre as imagens de Cristo, sobre tudo na cruz.



Marge disse às crianças que devem ir à igreja para “aprender moral e decência”. Assim saberam “como amar a seu próximo”. Mas a cena seguinte mostra ao Reverendo no púlpito com um encontro apócrifo do Antigo Testamento, cheia de violência sangrenta. Já que oevangelho segundo Os Simpsonsé isso: a necessidade de viver em paz e amor com teus vizinhos… Mas a realidade é outra. E é aí de onde parte o verdadeiro Evangelho. Não de bonitos desejos e boas obras, senão da impotência do feito de que não podemos viver como deveriamos.



O cristianismo não consiste por tanto nos sacrifícios de Flanders, nem na vida confortável do Reverendo, e sim no sacrifício que Cristo fez uma vez e para sempre. Essa é a única boa obra que nos salva. Pelo que não se trata de ser bons, senão novos. E isso é algo que somente o Espírito de Deus pode fazer por meio de nossa confiança na justiça de outro, Cristo Jesus, que levou nossas contradições debaixo do peso dessa cruz que não podem mostrar Os Simpsons, porque sua mensagem segue sendo muito ofensivo.
 

 


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